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Sabiam que ocorreram Festas privadas nos Jerónimos?

16-06-2017 - Henrique Pratas

A Directora alvo de auditoria e investigação, por dúvidas na gestão de atividades promovidas no mosteiro por associação da qual era vice-presidente.

O Ministério Público está a investigar alegadas irregularidades praticadas por uma associação que promovia festas privadas no Mosteiro dos Jerónimos.

A averiguação surge depois de uma auditoria à gestão da diretora Isabel Almeida.

A notícia é avançada pelo “Diário de Notícias”, segundo o qual a associação em causa tem como vice-presidente a directora do mosteiro.

Trata-se da World Monuments Fund (WMF), uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada à recuperação de edifícios históricos, mas que promoveu festas privadas nos Jerónimos, pelas quais cobrou mais do que a própria Direcção-Geral do Património Cultural, que gere o monumento.

É que, segundo o jornal, até 2014 cabia aos diretores dos monumentos decidir o montante a cobrar pela cedência de espaços. As regras alteraram-se nesse ano com o secretário de Estado Barreto Xavier, que decidiu tabelar os preços.

A discrepância dos montantes cobrados foi descoberta numa auditoria da Direcção-Geral do Património Cultural, que encontrou também irregularidades respeitantes a outra associação: a portuguesa “Troca Descobertas”.

Sendo igualmente uma associação sem fins lucrativos, cobra por atividades realizadas no Mosteiro dos Jerónimos, mas não dá qualquer compensação ao Estado.

Os eventos são promovidos e anunciados em sites públicos e na própria página da Direcção-Geral do Património na internet.

Além disso, avança o jornal, algumas das fundadoras da associação, mesmo sem vínculo ao Estado, chegaram a ter endereços oficiais de correio eletrónico do Mosteiro dos Jerónimos.

O relatório final da auditoria foi enviado ao Ministério Público.

Irregularidades antigas

A liderança de Isabel Cruz Almeida terá terminado em Janeiro deste ano, mas ainda aparece como directora do Mosteiro dos Jerónimos no site oficial do monumento.

Durante a sua vigência, recorda o “Diário de Notícias”, ocorreram outros casos de irregularidades, detetadas pelo Tribunal de Contas e que acabaram por levar ao despedimento de 11 trabalhadores e à instauração de um inquérito.

Em causa estava um alegado desvio de dinheiro da venda de bilhetes no mosteiro e na Torre de Belém para proveito próprio de alguns funcionários , no total, 152.345 euros.

Isto até parece mentira, mas não é e isto é apenas o que vem a lume, fora as outras que se vão fazendo e são bem-feitas que ninguém dá por elas ou dá e não pode denunciar que existe muita gente envolvida nesses processos e são prática corrente, logo considerados como atos normais, ou melhor práticas de “gestão corrente”.

São por estas veredas que andam os dinheiros públicos para os quais todos nós temos que pagar e por mais indignação que demonstremos o regabofe continua e há de continuar, porque estas práticas já estão instaladas e absorvidas pelos valores que os Governantes e dirigentes da Administração Pública são possuidores é sacar o mais que é possível não importa se é uma quantia pequena se é um valor maior o que importa é sacar.

É claro que estou a generalizar, mas como em tudo na vida há sempre honrosas exceções, eu posso ilustrar com um exemplo meu no passado dia 01 de fevereiro de 2017, ocorreu como agora pomposamente designam por Workshop, em bom português uma reunião de trabalho sobre “ Instrumentos Financeiros e Complementaridade FEIE/FEEI” que teve lugar no Porto, a maior parte dos meus colegas que estiveram presentes apresentaram ajudas de custa com chegada às 22 horas para receberem o jantar, eu não coloquei nada, porque assim o decidi fazer. O evento acabou às 17h, eu cheguei a Lisboa por volta das 19h30m e não entendo como é que para fazer o mesmo percurso os outros só chegaram às 22 horas. Eu não os crítico, nem pouco mais ou menos eu é que estou no local errado, mas não me quero sujar por um almoço e por um jantar indevido. Mas o que vos acabo de relatar acontece em muitos locais da Administração Pública, assim como a utilização de viatura própria para ganharem uns dinheiros com os Kms, é por causa destas e de outras situações que chegámos ao estado a que chegámos, apetece-me e vou citar Robert Kennedy “ não perguntem o que é o vosso País pode fazer por vós, questionem o que é que vocês podem fazer pelo vosso País”, se esta mentalidade estivesse na mentalidade dos nossos Governantes e Dirigentes da Administração Pública, talvez o estado da Despesa Pública não fosse aquele que é.

Henrique Pratas

 

 

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