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Há mais emprego mas de pior qualidade

16-06-2017 - Henrique Pratas

O Observatório sobre Crises e Alternativas confirma o aumento da instabilidade laboral, com empregos mais precários, de menor duração e com menor valor salarial. São questões “preocupantes”, de acordo com a opinião de Carvalho da Silva.

Há mais mas, nem por isso, melhor emprego. Esta é a conclusão do estudo do Observatório sobre Crises e Alternativas que confirma o aumento da instabilidade, com empregos mais precários, de menor duração e com menor valor salarial.

São questões “preocupantes”, afirma Carvalho da Silva, um dos coordenadores do estudo, que pede o debate político do que diz serem "indicadores negativos" da qualidade do emprego.

O estudo do Observatório sobre Crises e Alternativas, criado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, dá conta que 37% dos postos de trabalho, criados desde 2016, eram pagos com o salário mínimo e que apenas 33% dos contratos de trabalho eram permanentes.

Segundo o coordenador, existe uma tendência para a redução do peso dos contratos permanentes na estrutura geral do emprego. Os dados revelam também o predomínio de uma grande variedade de tipos de contratos não permanentes, de baixa duração, muitos deles temporários e/ou de horários parciais, em permanente rotação para o mesmo posto de trabalho ou até para o mesmo trabalhador.

O barómetro expõe ainda uma tendência de degradação da remuneração do trabalho, com a média de retribuição ilíquida dos novos contratos vigentes em Maio de 2017 a fixar-se nos 646 euros, um valor próximo do salário mínimo nacional (SMN) em vigor (557 euros).

“O que se observa é que mesmo os contratos permanentes têm uma queda muito grande.” De Setembro de 2014 para Janeiro de 2017, a remuneração base média dos contratos permanentes vigentes passou de 1.024 euros para 809 euros, cerca de 20% a menos, aproximando-se progressivamente da remuneração base dos contratos não permanentes.

Ainda assim, de acordo com o barómetro, são as atualizações do salário mínimo a impulsionar a melhoria da remuneração média praticada nos novos contratos.

O sociólogo defende também políticas de emprego que garantam o desenvolvimento sustentado da sociedade.

Os dados resultaram da observação de mais de três milhões de contratos de trabalho celebrados entre Novembro de 2013 e Maio de 2017.

Durante este período foram celebrados 3.343.255 contratos e, destes, em 15 de Maio de 2017, estavam vigentes 1.146.062 contratos. “A desproporção entre contratos firmados e vigentes decorre da precariedade dos vínculos contratuais”, conclui.

Ora aqui está bem explicadinho o crescimento dos postos de trabalho, com a precaridade que lhe está associada. Não nos enganemos o emprego que tem crescido são em funções que exigem poucos conhecimentos técnicos ou baixa qualificação da mão-de-obra, associado à precaridade e muitos dos postos de trabalho criados como sabem são sazonais, basta ver o que está a acontecer com turismo que cresceu em Portugal, devido à instabilidade que reina no resto do Mundo, assim que ocorrer uma inversão na tendência, existem muitos postos de trabalho que agora estão a ser ocupados por pessoas que vão ficar sem as mesmas porque o decréscimo da atividade a isso vai obrigar.

A aposta deverá ser sempre tendencialmente na indústria, nas pescas e na agricultura, agora mais sofisticada do que há uns anos atrás porque em lato senso não se reduz apenas à atividade agrícola, agora temos as agropecuárias, as agroindústrias, que para além da componente agrícola, englobam também a componente industrial de produção de produtos para consumo final e algumas delas são também possuidoras de canais de distribuição. A mesma coisa para as pescas, estas não se reduzem apenas à atividade de recolha das diferentes espécies de peixe, normalmente e bem a meu ver têm associadas áreas industriais de transformação do produto e de distribuição do mesmo pelos diferentes pontos do Globo. Há que ter a ousadia de pensar em grande e não nos reduzirmos à célebre e tenebrosa frase salazarenta do orgulhosamente sós, as coisas mudaram, nós temos potencial, temos condições, temos pessoas qualificadas, o que é nos falta Governantes com visão estratégia, sem qualquer tipo de preconceitos ou dogmas e que ponham os interesses do País à frente de qualquer tipo de interesse particular, se conseguirmos que esta mudança na sociedade portuguesa se dê todos vamos ter uma vida melhor e temos condições para que isso aconteça, o que é preciso é que tenhamos consciência de que somos capazes e que tenhamos a capacidade de sonhar, porque como dizia o poeta “ O sonho comanda a vida e sempre que um Homem sonha…” e a vida é isto é simples, existem pessoas interessadas em complicar aquilo que é muito fácil, deixem as pessoas sonhar e deixem-nas voar, porque elas sabem onde querem chegar, esqueçam os interesses mesquinhos que apenas fazem com que existam cada vez mais ricos e em proporção geométrica os pobres, mas detentores da força de trabalho aumentem em exponencial.

O sistema económico vigente se não mudar de paradigma rapidamente tende para o seu estrangulamento e esgotamento, não existem outras alternativas a não ser aquelas que referi.

Henrique Pratas

 

 

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