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SERÁ QUE O SENHOR PASSOS NÃO CONHECE A LEI DE MURPHY?

26-05-2017 - Armindo Bento

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que irá recomendar ao Conselho Europeu a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), onde se encontrava desde 2009!

Por isso somos levados a crer que o senhor Passos, que foi corrido do poder, como iletrado que de facto é, não conhece a Lei de Murphy. Esta lei é uma velha conhecida dos economistas e para todos aqueles que não se lembram, aqui está a versão simples: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”.

Dirão alguns que este individuo não esteve sozinho no pior governo de má memória para Portugal e para os portugueses e isso é bem verdade, mas também diziam o mesmo do “botas”!

Chegados aqui convêm relembrar que a política económica do desgoverno de Passos Coelho e os seus apaniguados, assentava numa desvalorização fiscal e muitas das medidas que foram adoptadas com o argumento “de se ir além da troika” , com a justificação de que estávamos a fazer  sacrifícios por nós e não porque nos obrigassem – isto é estávamos a ser castigados “por vivermos acima das nossas possibilidades!”

Também é bom não esquecer  que nesses  tempos do governo de Passos, não faltaram economistas em busca de notoriedade que opinaram em artigos de jornais ou em declarações televisivas a favor da desvalorização e do empobrecimento notório de Portugal e dos portugueses.

Só que como agora já sabemos que o “modelo falhou”, tendo criado um ambiente de terror com ameaças sistemáticas de mais austeridade, a fuga de trabalhadores para o estrangeiro, em especial de quadros, a perda de confiança dos consumidores e investidores, conduzindo Portugal e os portugueses para a pobreza e miséria.  Mas, como em democracia o voto popular ainda decide alguma coisa, parou este processo com as eleições de Outubro de 2015 e também porque o Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade dos cortes de vencimentos e pensões.

Também é verdade e convêm relembrar que corridos do poder Passos e “camarilha” ainda tiveram a esperança de regressar, daí a sua histeria com as chamadas reversões, esta significavam o desmontar de uma desvalorização que tinha ficado a meio e que com a vinha do diabo tinha a esperança de poder continuar. A devolução de rendimentos significou muito mais do que uma política expansionista, foi acima disso o demonstrar de uma política tenebrosa de desvalorização fiscal que tinha falhado, apesar do seu autor iletrado não estar convencido. Portugal não se transformou na economia mais competitiva do mundo como prometeu Passos, transformou-se num País triste de onde os jovens fugiam e onde ninguém investia. Vir agora dizer que o sucesso económico é o resultado de uma política “nefasta que contra a sua vontade foi desmontada” só revela a falta de honestidade intelectual de um Passos Coelho que nunca teve a coragem de assumir as suas políticas e intenções, convencido de que além de piegas os portugueses são uns imbecis que ele engana com facilidade.

Mas, afinal havia alternativa  inverteu-se um ciclo na economia. E com isso a lei de Murphy parece ter-se virado para a política. Melhor dizendo,  para Passos e “seus muchachos”!

Recapitulemos o que aconteceu no último ano. E não é preciso olhar para o Europeu de Futebol, para a vitória na Eurovisão, a visita do Papa ou para a nomeação de Guterres,  o Governo de esquerda cumpriu a meta do défice, conseguiu a melhor criação de emprego de sempre e registou o melhor crescimento trimestral da última década. Olhe agora para a frente: Portugal está prestes a largar os défices excessivos. E só lhe falta, para fazer bingo, que uma agência de rating tire Portugal do lixo. Tudo isto conjugado com o super-fim-de-semana da canonização dos pastorinhos e da festiva visita do Papa a Fátima que decorreu sem qualquer incidente; do tetra-campeonato do Benfica, dando felicidade a mais de metade do País e da espectacular vitória de Salvador Sobral no Festival da Eurovisão, cantando em português de Portugal, “aquela gente”  estava  à espera de um início de semana de ressaca, de más notícias, de chuva e descida de temperaturas. Mas não.

O Produto Interno Bruto cresceu 2,8 %, o valor mais alto dos últimos dez anos o que significa que há mais riqueza para distribuir por todos, E como o turismo será a principal causa para o sucesso - É o turismo, estúpidos! - só temos razões para ficar ainda mais optimistas: vem aí o verão e o mais certo é que todos os recordes de receitas e visitas de turistas sejam batidos outra vez este ano. Já repararam há quanto tempo não se fala de crise, austeridade e desemprego?

Não há coração de fadista que aguente……e voltamos à lei de Murphy: o que puder correr mal vai mesmo correr mal, no pior momento possível. Para Passos Coelho e a “sua rapaziada” aproximam-se as autárquicas e um congresso para a reeleição. Com este clima, sem um projecto claro, positivo e alternativo, ou os astros mudam de alinhamento ou o “grande líder” arrisca-se a um eclipse total!

 Armindo Bento (economista aposentado)

 

 

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