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NÃO ESTÁ FÁCIL MANTER A SANIDADE MENTAL

10-03-2017 - Eduardo Milheiro

Nestes tempos “SEM REI NEM ROQUE” que vivemos, a minha grande dificuldade é manter a minha sanidade mental em bom estado porque tudo o que ouço e vejo, ou é de um País a chegar ao fim, ou de um País que se transformou na Libéria da Europa. É inacreditável o que tem acontecido neste nosso País e o comportamento de políticos e autoridades é uma coisa que é e não é, ou seja, uma merda.

Com o começo e desenvolvimento do CASO MARQUÊS e deixando-me dessas tretas de até à condenação qualquer cidadão é inocente, a grande conclusão é que Portugal e a ELITE dirigente deste País tinha um Patrão ou Dono, Patrão? Talvez Dono - para o caso qualquer título serve - que era ou é, de seu nome, Ricardo Salgado com o cognome do DDT.

Esta Personagem comprou Políticos, Governos, Bancos, entre eles o Banco de Portugal, ignorava e não obedecia a ordens de ninguém nem de instituições e como se pôde ver na reportagem da SIC "Assalto ao Castelo", Ricardo Salgado não tinha só um Polvo, tinha muitos, e muitos mais tentáculos.

Portugal, Panamá, Angola, Luxemburgo, Inglaterra, Dubai, em todo o mundo se estendia um tentáculo ou um filho do polvo para fazer branqueamentos e lavagens de dinheiro principalmente de políticos e militares Angolanos; trafulhices com dinheiro na sua grande maioria de proveniência ilícita, a que não era estranha a participação nestas operações do BES Angola (BESA). Este dinheiro normalmente era investido na RIO FORTE, empresa do Grupo BES já falida.

Como já se sabe¸ o Banco de Portugal e o seu Presidente foram coniventes com Salgado e com os BES. A supervisão não funcionou e a grande questão é saber porque não funcionou, se foi falta de tempo e de pessoal para investigar ou não funcionou porque alguém quis que não funcionasse, é que com tantos milhares de milhões distribuídos pelo participantes na maior fraude de sempre em Portugal, sou obrigado a pensar que tudo pode ter acontecido.

Outra coisa que não entendo é como não se pode chegar ao dinheiro que foi para o Panamá enviado pelo BES e seus acólitos, é que na hora de aparecer dinheiro para Ricardo Salgado pagar 3 milhões de caução para aguardar em liberdade a conclusão do processo, eles apareceram.

De certeza que este dinheiro e muito mais estavam e estão nos paraísos fiscais, os célebres “OFFSHORS”.

É preciso não esquecer que toda esta trafulhice já custou aos portugueses cerca 5,5 mil milhões de euros, só no BES, juntem-lhe o BPN e o BANIF e depois digam que não temos dinheiro para as pensões, para a saúde e para a educação, juntem todo o sector financeiro e dá cerca de 20 mil milhões de euros para a ladroagem.

A acusação por corrupção parece ser difícil, dizem os entendidos, tanto que foi preciso aparecer Hélder Bataglia, homem da ESCOM de Ricardo Salgado, ponta de lança em África principalmente em Angola, para onde foi com 2 anos depois de ter nascido no Seixal. Não será estranho ter estado ano e meio sem vir a Portugal e aparecer para que o Ministério Público possa voltar com força ao Caso Marquês de Sócrates e associar Ricardo Salgado a este processo e dizerem ter provas de que Salgado corrompeu Sócrates com uns milhões de que Bataglia foi interveniente e correio, e novamente o amigo Santos Silva.

Dizem os analistas que Bataglia está a beneficiar em Portugal daquilo a que no Brasil se chama delação premiada.

Penso que a isto não será estranho que a Procuradora Geral da República tenha confirmado que o prazo do fim do inquérito para a Operação Marquês será até 17 de Março.

Alguém está PRESO? Penso que não, acham que estão todos parados como diz o despacho da liberdade provisória e sem contactos uns com os outros? O tanas!

Tona-se difícil com tanto bandido e tanta impunidade manter a sanidade mental, é isso que é preocupante, pois se roubar e cometer crimes tem recompensa em Portugal, eu não quero este País nem este regime.

Um dos resultados mais deprimentes que este caso também nos dá é ter havido por parte do BdP e do seu Presidente uma inoperância total nesta história toda. Mas o Governo e por consequência os Portugueses não podem substituir o Presidente do BdP, só Bruxelas o pode fazer, porque de acordo com a lei orgânica do BdP, que remete para o enquadramento do Sistema Europeu de Bancos e do Banco Central Europeu, que um governador “só pode ser demitido das suas funções se deixar de preencher os requisitos necessários ao exercício das mesmas ou se tiver cometido falta grave”.

Mas o que é isto? O Presidente do BdP não sai porquê? A nossa autonomia acabou? É isto o sistema monetário que, por força do euro, temos?

Já agora, e para não nos esquecermos, até a Justiça já foi corrompida: um Angolano corrompeu um procurador Português, tendo também já empréstimos de amigos a amigos sem juros.

Esta foi a vigarice mais bem montada de sempre e com histórias e desculpas para enganar os portugueses e tratando-nos como tolos, pois sabendo eu que a grande maioria são uma cambada de ignorantes e de carneiros, não queria nunca acreditar que muitos ainda iam nestas histórias de amigos que emprestam milhões a amigos, que lhe compram andares de luxo, montes, apartamentos nas zonas mais caras de Paris. A grande verdade é que o séquito que sempre acompanhou esta gente continua aí hoje na mó de cima e os outros, os ignorantes e inúteis, continuam a falar como se estivessem com o estertor da morte. Não conseguem falar em mais nada a não ser nessa outra tragédia que também tinha de aparecer, por causa de um tipo que até começo a pensar que deve ser um novo Albert Einstein que é esse tipo de nome António Domingues no romance “CGD e as declarações de rendimentos”.

É preciso ter muita calma para continuar a manter um comportamento cívico e uma sanidade mental normal, porque na verdade o estado a que conduziram a sociedade e o País

só me leva a pensar que não é assim que vamos lá. Não é com esta maneira de fazer política que vamos garantir o nosso futuro, o dos nossos filhos e netos.

Dou por mim com pensamentos que até me provocam arrepios.

Enfim, passem bem e pensem melhor ainda, temos merda até aos joelhos.

Eduardo Milheiro

 

 

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