Edição online semanal
 
Quarta-feira 26 de Setembro de 2018  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

MAIS UMA TRAFULHICE POLÍTICA, AGORA CHAMADA "AEROPORTO DO MONTIJO" ?

17-02-2017 - Eduardo Costa

Vamos por partes... Utilizando normalmente o n/cérebro....

1º É um facto que a pista da Base Aérea do Montijo não é uma alternativa por ser muito pequena, por a resistência dessa pista ser “insuficiente” para a tonelagem de aviões comerciais e por não ter ajudas rádio que permitam aterragem por instrumentos. Ou seja, a sua aparente mais-valia - A PISTA - na realidade não o é, pois que todos os terminais e outras infraestruturas aeroportuárias terão de ser construídas (assim como a pista).

2º Se a pista terá de ser reforçada e AUMENTADA, para receber aviões comerciais de médio e grande porte, como será possível fazê-lo mais para cima da reserva do estuário do Tejo, onde já está inserida? Vão fazer aterros sobre a zona alagadiça do Tejo para expandir a pista?

3º Sendo um local de concentração ambiental de milhares de aves de porte diverso, porque razão se esta a ignorar esse perigo óbvio para a segurança aérea? Recordo que não é por acaso que essa base é quase essencialmente operada por helis...

4º Diariamente chegam á Portela largas dezenas de autotanques de combustível provenientes dos depósitos de Aveiras, sem nunca ter havido disponibilidade para se construir um pipeline. E como vai ser o reabastecimento no Montijo? Vai-se aumentar exponencialmente esse perigoso transporte diário? A partir de Aveiras pela ponte Vasco da Gama ou a partir de Sines?

5ª A Base do Montijo, devido ao seu posicionamento central no país e perante a o Atlântico, está essencialmente vocacionada para operações de vigilância, busca e salvamento e, ainda, transportes sanitários de emergência... Ao transferirem-se obviamente essas capacidades operacionais (total ou parcialmente) para outra base menos central, essa capacidade ficará reduzida em alguns ou muitos minutos que poderão resultar em perdas de vidas e menor raio de acção de autonomia (ex. transporte de órgãos para transplantes). Esta menor capacidade temporal e de resposta, bem como de autonomia, foi tida em conta?

6ª Se a Portela apenas irá ficar com a pista principal na direcção predominante dos ventos N-S e a pista alternativa mais pequena na direcção NW-SE será desactivada para parqueamento de aeronaves e outras infraestruturas e, ainda, se a pista do Montijo tem a mesma direcção da pista principal Portela, que alternativa terão os aviões perante alterações direccionais de vento?

Mas isto sou eu que sou BURRO a pensar. Que chatice Deus ter-me dado um cérebro para pensar assim, além de apenas preencher o espaço intracraneano...

Eduardo Costa

 

 

 Voltar

Subscreva a nossa News Letter
CONTACTOS
COLABORADORES
 
Eduardo Milheiro
Cordenador
Marta Milheiro
   
© O Notícias de Almeirim : All rights reserved - Site optimizado para 1024x768 e Internet Explorer 5.0 ou superior e Google Chrome