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DONA ARITMÉTICA E OS PROBLEMAS DE MEMÓRIA!

03-02-2017 - Armindo Bento

“Há um proverbio grego que diz: que mais vale tarde do que nunca! Daí não nos admirarmos de que fosse encontrada a explicação de qual era o “diabo” de que Passos falava. Na verdade, eram as armadilhas e as bombas ao retardador que ele e a senhora Maria Luís tinham deixado nas contas públicas. O que eles não sabiam era que o Dr. António Costa e o Dr Centeno tinham o curso de “desactivação de explosivos perigosos e de minas e armadilhas”. (anónimo)

Uma das constantes e repetidas situações da maior parte dos políticos é terem sérios problemas de memória, só isso explica Passos Coelho ter-se esquecido do perdão fiscal que com Portas lançou em 2013, para não referir os desvios colossais com que iam justificando as doses suplementares de cortes salariais e “fananços” nas reformas e pensões, com que pretendiam lançar a sua desvalorização fiscal do trabalho. O senhor Passos Coelho parece ignorar que em certas matérias lhe falta autoridade moral para questionar ou criticar este ou qualquer outro governo.

Passos anda agora por aí, com apoio da imprensa, e enquanto não seguir os seus conselhos que deu aos outros para emigrarem e saírem da sua zona de conforto, continua por cá, a atentar-nos a inteligência e a sacrificar o País e os portugueses, com retórica e estratégia do quanto pior melhor! É a política da terra queimada como faz qualquer incendiário!

Mas agora compreendemos que Passos Coelho nunca perdeu a esperança num segundo resgate, o que o levaria de novo ao poder par governar sem restrições constitucionais, estava convencido de que as coisas correriam mal. Passos Coelho e a sua Dona Aritmética sabiam muito bem que tinha armadilhado as contas orçamentais de 2016 com a ajuda de Maria Luis sua “fiel professora” . Eles sabiam que 2016 poderia ser dramático, um deslize orçamental tiraria o país dos mercados e forçaria a esquerda a deixar de apoiar o governo.

Passos Coelho ainda insiste em não perceber que já nem “o diabo” aposta nele, já estamos quase em final de Janeiro, seis meses depois da vinda do mafarrico ter sido anunciada e o líder do que resta do PSD ainda tenta demonstrar que algo correu mal em 2016, mas só ele e sua especialista em aritmética é que o conseguem perceber.

Desde que o OE de 2016 foi aprovado que o Passos mais a Dona Aritmética sofrem de um fetiche relacionado com o plano B, só se excitam enquanto oposição quando lhes vem o dito plano à cabeça.

Mas a Dona Aritmética estava enganado, a armadilha que manhosamente deixou montada não funcionou e o diabo não apareceu. Desde então Passos Coelho anda desesperado para provar que houve mesmo um plano B, daí que agora tenha um fetiche com medidas extraordinárias. Ele que só governou com medidas extraordinárias, com sucessivas renegociações secretas do memorando para acomodar a sua “pinochetada económica”, vê agora medidas extraordinárias em tudo.

As vigarices feitas com os reembolsos do IVA e com as retenções na fonte de IRS representavam um buraco orçamental digno de ser um “desvio colossal”, daí que Passos tivesse anunciado a vinda do diabo, quando o impacto do buraco fiscal se fizesse sentir na contas, o que sucederia depois de processados todos os reembolsos. A situação seria tornada pública com a divulgação do relatório da execução orçamental de Setembro

E Passos ainda não percebeu como é que conseguiram “que as bombas não explodissem”

Armindo Castelo Bento

(Economista Reformado)

 

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