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PRESIDENTE DE ALPIARÇA INICIOU A PRÉ-CAMPANHA ELEITORAL DAS AUTÁRQUICAS DE 2017 ???

23-09-2016 - Eduardo Costa

Num longo artigo populista ao logo de toda a pag. 5, da última edição do quinzenário "O ALPIARCENSE" (em Almeirim “O ALMEIRINENSE”), Mário Pereira, Digº Presidente da Câmara, fez o balanço de 2 mandatos comunistas em maioria absoluta, apresentando uma "mão cheia de nada", conforme adiante desmonto:

1. Transversalmente ao longo do seu artigo de opinião, transmite a ideia que não fez mais e melhor, devido à herança financeira que recebeu do executivo PS até 2009. Nessa conformidade, levantando-se 3 questões pertinentes, há muito sem respostas:

1ª Questão: Se está tão convicto do que diz, porque razão no seu 1º mandato em maioria absoluta, CHUMBOU uma proposta do PS, para a realização de uma auditoria externa a essa herança financeira? Teve receio que as conclusões apontassem para anteriores gestões PCP-CDU?

2ª Questão: Quantos mais mandatos em maioria absoluta, precisa para deixar de se desculpar ostensivamente com este argumento?

3ª Questão: Que faz com um orçamento anual camarário que subiu a mais de 8 milhões de euros, a que corresponde cada munícipe contribuir para a câmara, independentemente da idade, com mais de 1000€ por ano? (Em Almeirim o ratio é de cerca de 700€/ano mas com qualidade urbanística, cultural e desportiva muito superiores)

2. Dá ênfase a alegados apoios sociais e ao movimento associativo, omitindo a finalidade de subsídio-dependência, para fidelização pelo voto, de clientelas políticas eleitorais. Se dúvidas existirem, sempre direi que se chega a subsidiar, planos de actividades associativos de campeonatos de matraquilhos, tudo sem controlo financeiro de adequado empregos das verbas entregues, conforme a IGF já exarou em relatório. Sobre os apoios sociais, dá um exemplo das Bolsas de Estudo ao ensino superior, mas omite que a iniciativa partiu do último executivo PS, e que na cerimónia de entrega dessas bolsas às famílias, tem a deselegância de nunca convidar nenhum dos 2 vereadores da Oposição, conforme estes até já se lastimaram em Reunião de Câmara. Será para livremente promover campanha eleitoral à sua gestão, junto das famílias?

3. Afirma a falácia de que o mérito do IMI à taxa mínima em Alpiarça, se deve ao executivo comunista a que preside, quando bem sabe que a verdade é bem diferente da sua, tendo por todos os meios tentado penalizar-nos com o IMI à taxa máxima em finais de 2012, com o falso pretexto de que era uma obrigação legal decorrente do plano de saneamento financeiro. É que só não conseguiu os seus intentos, porque o presidente da Assembleia Municipal à data, o actual dissidentes do PCP-CDU e membro do TPA, Mário Santiago, se recusou a colocar essa proposta a aprovação, enquanto não baixasse o IMI para a taxa mínima. A sua obsessão à data, pela taxa máxima era tal, que em 15Out2012 fez um artigo de formatação da Opinião Pública no "Voz de Alpiarça", argumentando que a taxa máxima do IMI em Alpiarça, era uma obrigação legal a que não poderia fugir. O tempo veio demonstrar a falsidade dessa argumentação política (cópia desse artigo de 2012 em baixo).

4. A finalizar, não posso deixar de salientar a "cereja no topo do bolo" deste seu artigo de opinião no último “O Alpiarcense”, ao tecer a afirmação espantosa que "... conseguimos taxas de execução dos fundos comunitários do QREN acima dos 100%...", (repito, ACIMA DOS 100%), o que certamente torna Alpiarça num verdadeiros STUDY CASE, não só a nível nacional, como europeu, independentemente de nada de relevante se ver dessa alegada execução de “mais de 100%” do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional).

A pergunta que fica em todos nos é: E A OPOSIÇÃO?

Está-se a resguardar para 15 das antes da data das eleições de 2017, embarcar nas palhaçadas habituais de distribuição panfletária de apelo ao voto? Vai continuar autista, a olhar para os respectivos umbigos inchados? Ou em vez disso vai-se unir em torno de um projecto alternativo e credível?

OBS : Não abordo inúmeras outras situações da gestão autárquica, como os resíduos urbanos, o apagão da iluminação pública, o clientelismo político e os ajustes directos, etc etc etc , por sair fora do âmbito deste "grito legítimo de revolta".

Eduardo Costa

 

 

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