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APOCALIPSE NA EUROPA

29-07-2016 - Eduardo Milheiro

Ao ler um artigo que publicamos esta semana no Notícias de Almeirim e que tem como título “O Apocalipse do Deutsche Bank visto de Wall Street”, da autoria do guru Shah Gilani da “Capital Wave Strategist” uma empresa que opera na Wall Street, leva-me a concluir que efectivamente este tipo de sociedade que temos, assim como a União Europeia, tem os dias contados.

O pesadelo do Deutsche Bank é real e significa a maior crise financeira e económica com que o mundo e principalmente a União Europeia se vai ter de debater. Os números são assustadores e a “ verdadeira má notícia é que o Deutsche Bank está numa situação algures entre 49 a 55 triliões (um milhão de bilhões) de dólares em produtos derivados transaccionados em bolsa” - são triliões, com um T, não biliões.

Na prática, o valor mais elevado estará próximo de 20 vezes o valor da economia alemã e quase 4 vezes o PIB de toda a Zona Euro.

Não vale a pena pensarmos em novos partidos, em referendos e outras coisas mais sobre a zona euro, a Europa e o mundo vão ser uma autêntica Fenix, vão ter de ser reconstruir sobre as suas cinzas, pois se os políticos medíocres e incompetentes europeus não conseguiram levar a bom porto o sonho dos fundadores da União Europeia, não é agora que vão conseguir inverter o rumo que seguimos em direcção à tempestade perfeita: crise financeira e económica, refugiados e muçulmanos fundamentalistas (Terroristas).

Depois da crise do “Subprime” no mercado americano havia que serem tomadas medidas preventivas no que diz respeito à banca privada na Europa, esta situação foi tratada com panos quentes e nalguns casos, como o nosso, muito violento para os cidadãos, pois tivemos e temos de pagar os disparates e os roubos feitos pelos bancos privados.

O mercado americano deixou falir o que era para falir e salvou o que podia ser salvo, higienizando assim a banca privada, agindo ao mesmo tempo com uma resposta rija sobre os banqueiros vigaristas condenando e prendendo muito rapidamente, numa resposta atempada e correcta.

Na Europa, a dependência de Portugal do euro não nos permitiu tomar medidas correctivas de modo a superar a crise, pois o nosso compromisso com o chamado pacto orçamental e a nossa dependência do euro não o permitiu.

A História vai-se reescrever, o cataclismo atómico que vai ser o Deutsche Bank que não vai deixar pedra sobre pedra a isso nos vai obrigar. Este artigo poderá ser também a “Crónica dum final anunciado” .

Devíamos ter seguido o exemplo da Islândia, basta ler as palavras do “Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, que atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto do país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade”.

Eduardo Milheiro

 

 

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