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PS mais à Esquerda, felizmente

10-06-2016 - Eduardo Milheiro

António Costa, penso eu, anda a surpreender muitos portugueses inclusive a mim, pois só agora começo a perceber que parece ser um homem de Esquerda, não tendo nada a ver com o Costa de Guterres e de Sócrates.

Penso que uma das suas melhores apostas foram os jovens TURCOS João Galamba e Pedro Nuno dos Santos, porque quer queiram quer não, muito da viragem do PS à Esquerda deve-se a eles.

Mas começo a gostar de ouvir o Costa dizer que a União Europeia anda muito preocupada com 2 ou 3 décimas do déficit Português, mas não se preocupa em resolver o problema dos refugiados que morrem aos milhares no Mediterrâneo. Critica também o facto de nem se lembrarem do esforço que foi pedido aos países com intervenção da Troika, nem do sofrimento que isto causou ao povo destes países.

Começo a gostar de ouvir a França, a Merkel, Martin Schulz e Claude Juncker defendendo que não deve haver sanções por déficit excessivo a Portugal.

Pelo que percebi, no Congresso do PS ficou expresso que Costa está mais preocupado com os Portugueses do que com a Europa, ou seja, se para ele houvesse prioridade entre Portugal e a União Europeia, a primeira prioridade seria sempre Portugal, o que em tempos recentes, no Governo anterior de Passos, Portas, Maria Luís e Assunção Cristas não aconteceu, pois a prioridade foi sempre a União Europeia e o Partido Popular Europeu; os neoliberais da Europa com Jeroen Dijsselbloem e Wolfgang Schäuble e um outro tipo que é da Letónia, um dos novos Países da União Europeia que vieram cheios de fome e que agora falam como se fossem dos fundadores.

Também na Educação a viragem está a ser feita. Um ministro da educação Tiago Brandão Rodrigues sem medo dos lobbies, a quem Costa demonstrou o seu total apoio, e que diz que a Escola Pública é que deve ser privilegiada com o dinheiro de todos nós.

Por cá e como o Congresso do PS demonstrou, parece que de uma vez por todas os partidos de Esquerda resolveram ser responsáveis e darem razão a Manuel Alegre com a unidade de Esquerda. Manuel Alegre desde 2006 que anda a dizer que se deviam construir pontes à Esquerda e trabalhou nesse sentido, fê-lo e eu acompanhei-o em todas as suas acções ajudando a concretizá-las.

Foi o Encontro do Chiado, com a Presença do MIC, do Bloco, dos Renovadores, de gente do PS, onde só faltaram os comunistas ou o PCP. Foi um êxito, o teatro da Trindade cheio e centenas de pessoas na rua.

Segunda tentativa, outro êxito, Cidade Universitária de Lisboa, Faculdade de Letras, centenas de cidadãos a participarem, grande parte desta organização foi da responsabilidade da Helena Roseta que me teve sempre ao seu lado a apoiá-la.

Muitos intervieram em grupos temáticos de discussão, entre eles: Manuel Alegre, Ana Drago, Maria do Rosário Gama, José Maria Castro Caldas, Francisco Louçã, João Rodrigues, André Freire, Alexandre Azevedo Pinto, Jorge Bateira, Paulo Sucena, Cecília Honório, Nuno David, José Reis, Jorge Martins, Helena Roseta Manuel Correia Fernandes, Pedro Soares, Pedro Bingre, Fernando Nunes da Silva, Manuel Carvalho da Silva, Jorge Leite, Elísio Estanque, Mariana Aiveca, António Nunes Diogo, Cipriano Justo, João Semedo, Mário Jorge, Manuel Correia da Cunha.

Foram estes os nomes que prontamente se colocaram ao lado de Manuel Alegre para construir pontes à Esquerda, o que finalmente se conseguiu ao fim de 10 anos.

O encerramento deste encontro deu-se na Aula Magna da Cidade Universitária completamente cheia, num ambiente de luta, de convívio e de unidade à Esquerda dos presentes.

Agora temos de acreditar que o bom censo vai imperar e que a “Gerigonça” vai continuar a funcionar e bem, para isso é necessário, é preciso não esquecer, que o PS, o Bloco e o PCP ajam com honestidade política uns com os outros. A Direita está à espreita, não lhe podemos dar a menor margem de erro para que voltem ao poder, seria uma desgraça absoluta.

Importante ainda: a tralha de Direita que existe no PS que prefere acordos com o PSD/CDS do que com a Esquerda, mas estes o tempo acabará por apagá-los da política, pois na sua grande maioria são gente que nunca trabalhou, não tem profissão e a terem, é só o nome, pois nunca a exerceram. Parece-me que são só profissionais da política e com poucos conhecimentos, gente medíocre e sem know how.

Eduardo Milheiro

 

 

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