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Para que conste!

20-09-2013 - Francisco Pereira

Civismo

Dedicação pelo interesse público, comportamento demonstrativo de respeito pelos valores da sociedade e pelas suas instituições.

Essa palavra simples, deveria ser o corolário de toda e qualquer atitude daqueles que se dizem cidadãos. Infelizmente, o que vemos diariamente é precisamente o contrário, aquilo a que assistimos diariamente é o inverso, daí que possamos presumir, empiricamente claro está, que o número de cidadãos deste país será bem escasso.

A julgar aqui por Almeirim, emblema maior da incivilidade latente de uma sociedade que se esboroa, afundada nos egoísmos patéticos, dizíamos nós, a julgar pelo, que se passa por aqui, vivemos cada vez mais tempos de barbárie, em suma perderam-se as noções de decoro, de honestidade de honra e de respeito pelos outros, perdeu-se o civismo.

À porta de uma conhecida padaria cá da terra, o indígena local, revela-se em todo o seu esplendor incivilizado, chegam a estar uma dezena de carros estacionados em cima do passeio, sem que ninguém faça nada, sem que ninguém de direito faça nada. Pior a populaça até convive bem com estes atropelos ao civismo, eles querem é enfardar o pãozinho mais o pampilho e a bica. Numa outra clara demonstração de incivilidade, agora é moda circular de bicicleta por cima dos passeios, como se os pobres passeios precisassem de mais um obstáculo a obstar ao fim para o qual foram criados, manter os peões em segurança!

Não percebemos esta gente, bem que nos esforçamos, mas não alcançamos o que vai nas cabeças desta pobre caterva de infelizes. Triste realidade a deste povinho labrego.

Da dedicação ao interesse público, mais vale nem sequer falar, vivemos tempos em que o interesse pela coisa pública a tal “Rés Pública”, chegou ao nível do impensável para os pais fundadores da democracia.

Começando pelas autoridades e pelos seus representantes, acabando no vulgar representante dos indígenas locais, o desinteresse pelas regras, pelo cumprimento da Lei e pela mais simples regra de educação, torna este país numa, pouco mais que república de babuínos, que adoram gritarias e arruaças. As ruas estão sujas, os passeios cheios de carros, as pessoas porcas e mal-educadas, os jardins e os passeios cheios de trampa de cão e os indígenas impávidos e serenos preferem embebedar-se em festarolas petisqueiras e outros eventos imbecis, assim vai este povinho reduzido que está à resignação dos pobres de espírito.

Francisco Pereira

 

 

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