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A SAGA DOS REFUGIADOS E A ESTRATÉGIA DO EIXO ALEMÃO

28-08-2015 - Pedro Pereira

Num telejornal de ontem à noite, por mero acaso, vi uma criatura a perorar de cátedra sobre uma das vulgaridades que esta espécie invertebrada regurgita amiúde para cima dos cidadãos sempre que lhe dão oportunidade de se empinar perante um auditório e uma câmara de tv. A cena deu-se num acampamento de férias de verão de um clube político de jovens de um partido, os quais, inocentes, coitaditos, não conhecem da missa a metade sobre o dito barrosão (lembro-me agora que existe uma raça bovina transmontana chamada de barrosã…), o qual quando 1º ministro de Portugal, mancomunado com os senhores Blair, Aznar e o inenarrável Bush, numa famigerada cimeira na Base das Lages acordaram a invasão e desmantelamento do Iraque.

Seguiram-se – já com a criatura Barroso na chefia da CE – as mesmas cenas na Síria e na Líbia. Ou seja, a pretexto da “defesa dos direitos humanos”, contra os ditadores, os EUA e a Europa comunitária associada espatifaram esses países e mataram e estropiaram centenas de milhar de pessoas, a maior parte delas cidadãos indefesos como crianças, jovens e idosos. Em suma: um verdadeiro genocídio humano que continua sem fim à vista.

Verdadeiras hordas de foragidos desses países, sobretudo da Síria e da Líbia, arribam todos os dias ao sul da Europa, deixando outros tantos naufragar pelo caminho.

Entretanto, as opiniões dos cidadãos comunitários dividem-se entre os que querem impedir a sua entrada e estada no continente europeu, e os que entendem que devem de ser todos integrados rapidamente. Só a rombuda alemã, a madama Merkel, anunciou a disposição do seu país em acolher oitocentos mil refugiados, como se fosse uma grande humanista…

Por outro lado, o comum dos mortais em geral espanta-se pelo facto da Comunidade Europeia não tomar medidas concertadas face a este flagelo que ameaça a Europa. A verdade porém, é que a quadrilha de dirigentes políticos que gravitam em torno do Eixo alemão possui uma estratégia bem definida quanto a esta situação, que passa pela admissão de milhões de refugiados, muito deles com formações técnicas e superiores, a fim de paulatinamente os irem integrando como mão-de-obra barata em alternativa a milhões de trabalhadores que vivem nos países da CE, os quais auferem salários que a quadrilha entende terem de ser reduzidos, como estratégia política para enfrentarem a crise económica, embaratecendo a mão-de-obra e os produtos para que a Europa compita nos mercados internacionais com as potências emergentes, nomeadamente as asiáticas.

Pedro Pereira

 

 

 

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