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Eleições Autárquicas ou REFERENDO

13-09-2013 - Eduardo Milheiro

Estas eleições autárquicas têm de ultrapassar o mero desígnio de eleger os autarcas do nosso Concelho e dos outros Concelhos do País.

Estas eleições têm de ser um referendo, um referendo em que a esquerda maioritariamente ganhe, porque só assim podemos dizer que não queremos esta política de direita ultra-liberal do actual governo, resultante da coligação PSD/CDS.

Deixar a direita ganhar será o concordar com os cortes - nomeadamente os despedimentos na função pública, cortes nas pensões a quem já entregou ao Estado aquilo que agora lhes estão a devolver em forma de pensão, a degradação ou extinção do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social –, com a diminuição do apoio aos desempregados, enquanto se assiste ao aumento brutal do número de jovens sem emprego, com a saída dos nossos melhores quadros jovens qualificados para o estrangeiro.

Não tenhamos dúvidas: é necessário um REFERENDO e, quem como eu acredita na esquerda, tem de votar no Partido Comunista (CDU), no Partido Socialista (PS), ou no Bloco de Esquerda (BE), só assim se derrota a direita.

É importante pensarmos bem neste assunto. É o nosso futuro que está em jogo. O Governo começou agora a andar em pezinhos de lã para conseguir votos, mas certamente que quando passarem as eleições irão proceder ao ataque final para nos dizimar: vão institucionalizar a pobreza e a caridade, rasgar os acordos e contratos que têm com os trabalhadores, pondo em causa o Estado de Direito que já muitas vezes foi ameaçado (tem-nos valido o Tribunal Constitucional para nos evitar mais desgraças!).

Está nas nossas mãos mudar o rumo dos acontecimentos e por enquanto só o podemos fazer de uma maneira: votando, votando na esquerda para travar o caminho à direita.

Desenganem-se aqueles que pensam que votar nas autárquicas é muito diferente de votar em eleições legislativas. De facto não o é. Se o governo não der dinheiro às autarquias, por uma questão de cortes nas despesas, as autarquias não fazem obra, sendo que a grande maioria delas nem têm dinheiro que chegue para ir cumprindo com as suas responsabilidades mínimas.

O REFERENDO tem de ser feito pelos portugueses nestas eleições, ou à esquerda ou à direita. Eu vou votar na esquerda.

Eduardo Milheiro

 

 

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