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DONA DE CASA (soneto)

13-12-2013 - João Chamiço

DONA DE CASA
(soneto)

O seu esforço “nunca tem valor”
E muito menos a dedicação.
Não há quem enalteça o seu labor
Ou lhe contabilize a solidão.

Economista, mesmo sem diploma,
Faz de “professora e cozinheira”.
Lega-nos a tabuada e a soma
E quantas virtudes p’rá vida inteira.

É “Criada” cativa, sem horário,
Não sabe de lazer nem de salário,
Não tem sono nem dias feriados.

Esboça o seu sorriso de franqueza,
Ainda que, apenas se sente à mesa
Depois de todos estarem sentados.


Esposa, mãe, dona de casa, a maior das alquimistas. Tanto lhe saem das mãos deliciosos pratos, como se livra facilmente das mais teimosas manchas das nossas peças de roupa ao passarem pelas suas mãos mágicas.

Depois, tem ainda a capacidade de se sentirem bem, prestando aos outros todos estes serviços em troca de nada.

João Chamiço

 

 

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