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Pedantes, pindéricos e novos-ricos

06-06-2025 - Joaquim Jorge

Não sei porquê, mas sou achacado a este tipo de pessoas com manias e que se julgam os maiores. Infelizmente, não têm ninguém que as chamem à atenção e lhes diga as figurinhas que fazem. Mesmo que alguém o fizesse, não sei se perceberiam a imagem que dão.

Um pedante  é um vaidoso no falar e na sua apresentação, sendo pretensioso. Tem a mania que sabe, exibindo conhecimentos sempre de forma pretensiosa e exagerada como se fosse um especialista de tudo e mais alguma coisa. Querendo impressionar com quem está. Esta superioridade irrita-me e não tenho paciência para esta “gentinha” ,  eu que sou um especialista de generalidades e convivo bem com o meu saber, não tenho pejo em dizer que não sei para aprender e estar informado. Não tenho a mania que sei tudo e que sou melhor do que os outros.

Um pindérico é alguém mal vestido e com um aspecto descuidado ou considerado de mau gosto. Aturo disso nos debates no Clube dos Pensadores. Não sabem, por vezes, para onde vão, com quem estão e dizem coisas que o melhor era estarem calados. No fundo é um pelintra e piroso. Estas pessoas pelintras, sem posses, mas que pretendem fazer boa figura.

Eu sou cuidado e gosto de pessoas cuidadas, que gostam delas próprias e transmitam uma imagem “clean”, aprumada e que sabem estar. Na apresentação do livro Amizade, senti que estava rodeado de gente de bem, despretensiosa e sem manias.

Um novo-rico é uma pessoa que enriqueceu rapidamente ou recentemente, não se comporta de forma adequada, exibindo hábitos e gostos considerados vulgares ou desajeitados. Ostenta o que tem e o que não tem, entra em rivalidade com quem tem mais do que ele, falta-lhe refinamento.

Em vez de não esquecer as suas origens e procurar aprender com quem sempre teve dinheiro, ostenta o dinheiro que tem, em relógios, roupa, viagens, carros e faz alarde disso bem alto para toda a gente saber.

Confesso que este tipo de pessoas são as que mais me custa aturar e fujo delas a sete pés. Detesto ostentação, a forma como se exibem e dialogam, são deselegantes e até ofensivas.

Não há nada como saber estar, saber ocupar o nosso lugar e quando se está com os outros ter uma postura dócil e respeitosa. Mas para isso é preciso berço e ser educado num bom ambiente.

Sinceramente, não aprecio nada gente que tem a mania que é rica, outra que tem a mania de querer ser rica e outra com a mania de gastar dinheiro exageradamente. O pior é dizê-lo à boca cheia.

Prefiro alguém simples, pobre ou rica, mas com comportamentos adequados. Entre um pretensioso rico, prefiro um pobre sem peneiras e genuíno.

Eu não sou rico nem pobre, tão-somente gosto de boas pessoas.

Joaquim Jorge

Fundador do Clube dos Pensadores

 

 

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