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VANDALIZAÇÃO DE MONUMENTOS NACIONAIS E DE SEUS “MAIORES”

07-07-2023 - Francisco Garcia dos Santos

Nos últimos anos, aliás poucos, têm sido vandalizados monumentos e estátuas que evocam grandes feitos e figuras da história de Portugal.

A que mais teve relevo mediático, merecendo uma condenatória e contundente declaração pública do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, foi a racista e xenófoba anti-brancos e anti-portugueses pichagem da estátua do insigne filósofo humanista Padre António Vieira, sita no Largo da Misericórdia em Lisboa, o qual até era mestiço e grande defensor dos índios do Brasil contra a sua escravatura, em cujo pedestal foram escritas palavras que o designavam como promotor e defensor da dita escravatura -entre outros adjectivos, o Presidente apelidou os autores de “ignorantes” e “imbecis”.

Também a estátua do Marechal Manuel Gomes da Costa em Braga foi vandalizada por motivos políticos, devido a ter sido o comandante operacional da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926 que pôs termo à bandalheira política e perversão dos valores ético-republicanos que caracterizaram a I República portuguesa implantada a 5 de Outubro de 1910 na sequência do ignóbil “Regicídio” ocorrido no Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio, em Lisboa a 1 de Fevereiro de 1908, perpetrado por elementos da associação secreta terrorista Carbonária, então “braço armado” de algumas Lojas da Maçonaria, no qual foram assassinados El Rei Dom Carlos e seu filho primogénito e sucessor o Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança. Nesta conjura sanguinária, e comprovadamente, esteve implicado o escritor Aquilino Ribeiro, ironicamente sepultado no Panteão Nacional/Igreja da Santa Engrácia, Lisboa, juntamente com os Presidentes da República Major Sidónio Pais, maçon, assassinado pela mesma Carbonária na estação ferroviária do Rossio, Lisboa, em 14 de Dezembro de 1918, e do Presidente da República, também maçon, Marechal António Óscar Fragoso Carmona, que exerceu cargo entre 29 de Novembro de 1926 até ao seu óbito em 18 de Abril de 1951.

Não obstante ter sido iniciada a “28 de Maio” a Ditadura Militar ou Nacional, que deve ser entendida ou interpretada face às circunstâncias sociopolíticas nacionais e europeias das primeiras décadas do Séc. XX, da qual Gomes da Costa foi o segundo Presidente da República, embora por poucos meses devido a ter sido deposto e substituído mediante golpe de Estado “palaciano” chefiado peloGeneral e depois Marechal Carmona, e a partir da aprovação plebiscitária da Constituição da República de 1933 instaurado o “Estado Novo” salazarista, a verdade é que o primeiro se notabilizou como grande chefe militar.Enquanto Comandante da 2ª Divisão do Corpo Expedicionário do Exército Português enviado para a área da Flandres francesa durante a Grande Guerra, ou I Guerra Mundial, de 1914-1918, é de notar que com início a 9 de Abril de 1918 decorreu a famosa batalha de la Lys, em que as tropas portuguesas sofreram a sua segunda maior derrota da respectiva história (a primeira foi na batalha de Alcácer-Quibir ocorrida a 4 de Agosto de 1578 -Norte do hoje país de Marrocos- em que o próprio Rei português Dom Sebastião foi dado até hoje como desaparecido ou morto). Porém, devido à forte e heroica resistência dos Soldados portugueses perante o muito maior e mais bem armado Exército do II Império Germânico (Alemanha), permitiu que duas divisões do Exército britânico se juntassem na retaguarda e impedissem a progressão alemã até ao Canal da Mancha, o que a ocorrer impediria a chegada e o reabastecimento de homens, víveres e armamento a partir de Inglaterra para todo o Nordeste de França e consequente prolongar da Guerra por mais tempo -a assinatura do armistício e capitulação das tropas aliadas germânicas e austríacas socorrido na cidade ou vila francesa de Compiègne em 11 de Novembro desse mesmo ano implicou o fim das hostilidades.E essa batalha foi comandada precisamente pelo então Major-General Gomes da Costa -portanto este tornou-se um herói nacional durante a própria I República, que lhe reconheceu o mérito mediante a concessão da mais alta condecoração portuguesa, que é a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito com Palma, reservada a militares por excepcionais e notáveis feitos em combate e ou no comando de tropas em “teatro de guerra”.

Também, já por duas vezes, devido mero vandalismo não foi associado a ideias políticas, a espada empunhada pelo Rei Fundador Dom Afonso Henriques na sua estátua junto ao Castelo e Paço Ducal de Guimarães foi partida.

Por fim, o belo e famoso Padrão dos Descobrimentos sito em Belém, Lisboa, foi objecto de pichagens anti-portuguesas racistas e xenófobas por parte de um casal francês, que foi identificado e cujo processo judicial, segundo consta, decorre em França a pedido da Justiça portuguesa. A segunda vandalização de parte do mesmo monumento, neste ano declarado pelo Governo como monumento nacional, ocorreu há pouco mais de quinze dias, e denovo com pichagens racistas e xenófobas anti-Portugal e anti-Portugueses.

Pergunto: qual o motivo porque os principais órgãos de comunicação social, sobretudo as três estações televisivas portuguesas e seus canais de informação e noticiosos não deram qualquer importância ao assunto, “silenciando-o”?

Será que as chefias das “redacções” desses órgãos de comunicação praticam a censura do “politicamente correcto”, o qual tudo justifica e permite a minorias étnicas não brancas caucasianas e a outras, mas empola o mais insignificante e isolado acto ou palavra contra as mesmas; são os próprios jornalistas que se autocensuram com medo de represálias; ou serão esses mesmos jornalistas que estão “vendidos” ao lobby anti-português racista anti-brancos e xenófobo, cujos dirigentes, directos ou indirectos, e seus principais membros, todos conhecemos e que agem de forma reiterada e impunemente em Portugal!?

Para terminar, só o Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar de 1961-1974, que se encontra no complexo museológico da Liga dos Combatentes do Forte do Bom Sucesso à beira Tejo, Belém, Lisboa, sito a poucas centenas de metros do referido Padrão e da icónica Torre de Belém, ainda não foi, e dificilmente será, vandalizado, porquanto esse espaço se encontra sob jurisdição do Ministério da Defesa Nacional e, consequentemente, militar, contando com vigilância de 24,00 horas/dia e 365 ou 366 dias/ano assegurada rotativamente por Fuzileiros da Armada/Marinha, Polícias do Exército do Regimento de Lanceiros Nº 2 e militares da Polícia Aérea que, como o próprio nome indica, pertencem à Força Aérea Portuguesa.

Face ao exposto, pergunto ao caro leitor:

Qual o motivo porque as Forças de Segurança (GNR, PSP e Polícia Marítima) não protegem tais monumentos e estátuas? Será necessário pôr a “Tropa” a vigiar os mesmos? Ou os verdadeiros Portugueses patriotas terão de se organizar em “milícias populares” para assegurarem tal proteção!?

Francisco Garcia dos Santos

 

 

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