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MUITO DIFICIL VIVER NESTE PAÍS

15-10-2021 - Henrique Pratas

Está a tornar-se insuportável viver neste País por várias e diversas razões, tentando abordar cada uma delas, sem me esquecer de nenhuma delas vamos a isso:

  • Níveis de vida, estamos cada vez mais empobrecidos os salários não aumentam e a carga fiscal aumenta com fartura sobre aqueles que vivem dos rendimentos do trabalho. Esta sociedade está cada vez mais desequilibrada contrariando as orientações da Comissão da União Europeia que tem como mote acabar com as desigualdades e estas aumentam cada vez mais, estamos perante mais uma ideia que nos querem vender há viva força, mas que na realidade não tem consistência real. Mas não se esqueçam que somos nós que elegemos os deputados para o Parlamento Europeu, se os elegemos e eles não defendem os nossos direitos, não nos podemos queixar. O que é facto é que os índices de pobreza estão a aumentar cada vez mais e quem possui meios financeiros está cada vez mais ricos e os que vivem dos rendimentos do trabalho e das pensões de reforma (baixas) estão cada vez mais pobres;
  • Na Justiça nem é bom escrever nada porque um comum cidadão se é apanhado pela teia que está montada nesta Instituição está completamente desgraçado, enquanto os “Donos disto Tudo” ou poderosos se quiserem fazem o querem e lhes apetecem e ainda lhes sobra tempo para passar férias onde muito bem lhes aprouver. Os casos são sobejamente e eu escuso-me de os elencar porque eles são do conhecimento de todos nós e já não nos surpreendem, dada a frequência com que acontecem e o tempo que os ilustres “advogados” que pululam na nossa sociedade e se dedicam arduamente a descobrir estratagemas, esquemas, furos na Lei para que esta possa ser contornada, incluo aqui as formas dilatórias que arranjam para que os processos prescrevam ou em alternativa, se arrastem por tremo indeterminado. Quem for apanhado a roubar para comer vai preso, quem rouba milhões é condecorado e tem outras mordomias, querem sociedade mais justa do que esta?;
  • A Saúde é outra trapalhada, se existem Unidades ou Centros de Saúde, não existem médicos, nem enfermeiros, pessoal administrativo e auxiliares, os utentes não têm razão em nada porque estão sempre com exigências e chegados ao patamar de excelência que chegámos nesta área o que é que querem mais? Não se contentam com nada, caramba;
  • Ao nível da Autoridade Tributária é pagar e calar, o contribuinte primeiro paga e depois reclama se tiver razão é ressarcido quando aquela entidade decidir, querem melhor do que isto? Que maravilha viver num País de cariz socialista democrata como apregoam os nossos Des) Governantes, nunca esperei chegar a um estado de tamanha satisfação e felicidade, mas aqui tenho um problema grande que não consigo resolver, não sei a quem agradecer tamanho empenho e trabalho para chegarmos a esta situação;
  • Não quero deixar de escrever umas palavras sobre a Segurança Social, a Caixa Geral de Aposentações e o Centro Nacional de Pensões, que funcionam às mil maravilhas, a informação que é prestada aos reformados e a quem poderá usufruir de algum complemento dado por qualquer das Instituições referidas anteriormente é de uma eficiência, eficácia e celeridade que admira qualquer comum dos mortais. Falta-me ainda fazer menção à divulgação que é feita pelos diferentes postos de atendimento espalhados pelo País e destes com os potenciais candidatos ao acesso a determinados complementos, se não forem algumas pessoas com conhecimento desta situações, ajudarem quem precisa, os organismos mencionados poupam mais umas coroas. Fala-se tanto n a sociedade da informação e divulgação, outra das palavras-chave da Comissão Europeia e depois vai-se a ver e nada, mas a minha questão é para onde é que vão os milhões que são enviados para estes programas e outros, se no meu entender as coisas estão pouco melhores do que o que estavam, o que é que se fez. Eu devo estar muito pouco informado sobre o que se andou a fazer, porque em meu entender não noto nenhuma evolução nenhuma, se foi nas novas tecnologias (computadores), considerando que o nosso País tem uma faixa etária muito elevada e por experiência própria eles continuam a preferir falar com as pessoas, se segmentamos as faixas etárias, é verdade que ocorreram melhorias, mas um País é um todo e não diferentes segmentos, ou colocando as coisas mais claras querem que os mais velhos morram para que possam dizer que isto é uma “maravilha”. É porque se for isto é de uma tacanhez do piorio porque existem muitas pessoas que são “iletradas”, mas que têm conhecimentos adquiridos que na minha opinião seriam bons de transmitir às novas gerações, para não termos os “javardos” que vão para a noite beber litrozas causar distúrbios e fazer desacatos, será era a geração que estamos e queremos que nos venham a governar daqui a pouco tempo;
  • Sobre a Administração Interna, que como sabem têm os pelouros da segurança interna e dos fogos, nem é bom escrever porque não tem ponta por onde se lhe pegue, existem desculpas de mau pagador para tudo. Os guardas, agentes da PSP e bombeiros queixam-se que não têm condições de trabalho, que são mal remunerados face ao que lhes é exigido e têm razão, mas a questão fica, dadas que estas estruturas que ainda têm uma matiz corporativa se alterassem as condições de que se queixam seriam diferentes ou estamos perante um problema mais vasto, onde a cultura, a educação e os princípios têm uma grande influência?
  • Na Agricultura está tudo bem, nem sequer se houve falar dela, ora se a mesma não é falada é porque tudo corre às mil maravilhas;
  • Olhando para as Finanças, não poderíamos estar melhor estamos com todos os indicadores e rácios em cima, no papel, porque na realidade a situação é como de costume completamente diferente, uns, poucos, têm tudo e outros, muitos, nada têm;
  • Poder-me-ia ter alongado mais em escalpelizar este texto que vos escrevo que há matéria para isso e muito mais, mas com o que vos acabei de escrever já podem avaliar o quanto felizes e contentes somos por ter nascido e viver neste País.

Henrique Pratas

 

 

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