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ESTRADA NACIONAL 118

04-06-2021 - Henrique Pratas

Uma vez mais ao deslocar-me para a aldeia dos meus avós, em vez de vir pela auto-estrada, desloquei-me pela estrada nacional 118, passando pelas vilas e cidades que a mesma atravessa e então constatei ao longo da mesma mais um facto que de deixa aborrecido e desgostoso com a incapacidade para o exercício das suas funções.

Observei várias casas em ruínas, sem saber os motivos, se os donos faleceram e não deixaram herdeiros ou se estes existem e não se entendem para fazer as partilhas, mas o que é facto é que existem muitos imóveis em ruínas e completamente degradados.

Por muito que vos custe atribuo o atual estado de coisas aos autarcas em exercício porque eles têm dinheiros de Bruxelas colocados há sua disposição para puderem recuperar estes imóveis todos que me foram dados a observar e que são muitos e que dão muito mau aspeto aos Municípios por onde passei e que não gostava de descriminar para que não julguem que gosto mais de uns do que outros tal não deveria acontecer, se não sabem como apresentar candidaturas para a recuperação deste património a “música” é outra, mas se o objetivo é outro, gastar os dinheiros noutros negócios que lhes deem mais proveitos pessoais então não estão a fazer nada como Autarcas e aqui incluo todos desde o Presidente aos Vereadores, porque entendo que eles se deviam preocupar em manter a área que o seu Município abrange a brilhar, devidamente organizado, digno, resplandecente e com condições dignas para os seus munícipes puderem viver em excelentes condições de vida.

Entendo mesmo se não sabe ou não querem, coloquem o lugar há disposição, porque os Municípios não pertencem aos Partidos Políticos, são pertença de todos os munícipes que na minha opinião devem ser tratados de igual forma e nas melhores das condições possíveis.

Este foi um dos aspetos que reparei e que merece a minha indignação e revolta o outro tem a ver com a quantidade de camiões que fazem esta estrada largando todo o tipo de dejetos, maus cheiros, o peso que cada um carrega e que causa danos irreparáveis na estrada nacional, 118, para além de exalarem o mau cheiro dos produtos, ou lixos que transportam, tudo isto me parece inacreditável, porque por um lado os nossos políticos e mais uma série de Organizações não Governamentais, andam a “lutar” e a reclamar por um planeta com melhores condições de vida, onde as pessoas viver com mais qualidade de vida e depois na prática vai-se a ver e nada, o discurso não bate certo com a prática, aqui eu penso será que eles querem enganar quem? Não entendo, as pessoas não são estúpidas e já repararam no que lhes acabei de escrever e os donos do Poder Local e Central, o que é que fazem? Almoços e jantares e decisões concretizadas com o discurso que praticam nada, não entendo o que é que estão há espera, que ocorra algum acidente grave para que possam abrir mais um inquérito sem resultados práticos?

Que fiquem cientes estamos fartos, cansados de promessas não concretizadas e de conversas ocas e sem sentido e atrevo-me a fazer-lhe a sugestão para que construam uma estrada uns quilómetros mais acima e numa região que é paralela há estrada nacional que não possui tantas vilas, povoações como as que a estrada nacional 118 possui e deixem a rapaziada, tranquila, é que se tomarem, ganhamos todos, que ficamos com a estrada nacional 118 só para nós, comum dos cidadãos e a nova estrada para que os camiões se possam deslocar ao longo da mesma poderá ser construída de raiz com todas as condições necessárias e suficientes para que os profissionais desta atividade o possam fazer em condições de segurança e sem grandes transtornos, entendo desta forma que desta forma ganhávamos todos e aí assim os defensores do planeta poderiam fazer alarde aos seus desejos.

Termino, contando-vos o que assisti, um dia destas semanas fui há Golegã, passei pelo meio da vila e quando cheguei ao cruzamento para entrar na estrada que me levava há Chamusca fui confrontado com um camião que transportava lixo da Labruja, como ele chegou primeiro, teve prioridade no acesso e eu segui imediatamente, quando chegámos ao Mochão, a carga que o camião não ia bem acondicionada e devidamente tapada para que não saltasse, começou a saltar e foi bater no vidro frontal de uma viatura que circulava no sentido inverso, eu já me tinha deixado ficar para trás porque me tinha apercebido que aquilo iria acontecer e o cheiro era nauseabundo. O que valeu foi que o motorista do camião era uma pessoa responsável e assim que viu o que tinha acontecido parou imediatamente o mesmo e deu passagem às viaturas que circulavam atrás dele. Imobilizou a viatura e foi acondicionar melhor o que transportava para que o episódio que tinha acabado de ocorrer não voltasse a acontecer.

Assalta-me uma dúvida, quantos motoristas de pesados fariam o mesmo e esta situação não era perfeitamente evitável? Por mero acaso não aconteceu nada, mas o condutor da viatura ligeira poder-se-ia ter despistado e teríamos mais uma morte sem necessidade nenhuma.

Senhores do Poder Central e Local pensem e trabalhem, que é para isso que lhes pagamos o vencimento e outras mordomias que usufruem.

Henrique Pratas

 

 

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