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CABRITA: O BOMBO DA FESTA SOCIALISTA

04-06-2021 - Francisco Garcia dos Santos

Tinha prometido a mim próprio e a alguns companheiros de escrita deste Jornal que não voltaria a “malhar” no Ministro da Administração Interna (MAI) Eduardo Cabrita, porém, face às suas últimas “trapalhadas”, não resisti a voltar à carga.

O homem, cuja incompetência é pública e notória, no curto espaço de um mês conseguiu a proeza de cometer três “argoladas”que revelam bem a sua inépcia para o exercício do cargo. Vejamos:

Cerco sanitário de Odemira

Aquando do recente surto de Covid-19 ocorrido em duas Freguesias do Concelho de Odemira o inefável Cabritadescobriu que havia imigrantes asiáticos, trabalhadores sazonais na agricultura, que foram, e continuam a ser, “legalizados” de forma duvidosa e algo obscura em termos legais,bem comoeventualmente “explorados” por empresas de trabalho temporário de outros asiáticos, que, com a possível conivência de alguns advogados e solicitadores, se dedicam directa e indirectamente a tais “negócios”, na sua esmagadora maioria sedeadas em Lisboa na área do Martim Moniz e arredores, que num dia existem e no outro desaparecem.

Pergunta-se: se é o ministro Cabrita que tutela o (ainda) Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), para que serve o mesmo? E igual pergunta se pode fazer sobre os Núcleos Territoriais de Investigação Criminal da Guarda Nacional Republicana (GNR) e das Esquadras de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública (PSP)? Será que são estes órgãos de polícia criminal que não sabem fazer o seu serviço ou é o ministro da tutela que não dá instruções aos seus Comandantes/Directores Gerais/Nacionais para que os respectivosinspectores, militares e profissionais estejam naatentos, e na naprimeira linha, a tais fenómenos?

Depois, de forma absolutamente inusitada, com assinatura do Primeiro-Ministro António Costa, requisitou civilmente habitações privadas para alojar os ditos imigrantes residentes temporariamente no Concelho de Odemira, recorrendo a um “assalto militar” da GNR pela calada da noite (cerca das 3 ou 4 horas da madrugada) às residências. E tendo os proprietários das mesmas intentado uma providência cautelar com efeito imediatamente suspensivo no Supremo Tribunal Administrativo contra tal requisição, a mesma foi aceite, ou seja, o MAI teve de proceder ao despejo das casas em questão, restituindo a sua posse aos seus legítimos possuidores e proprietários.

FESTEJOS DO SPORTING EM LISBOA E DE INGLESES NO PORTO

Neste caso, a culpa dos ajuntamentos de centenas e de milhares de pessoas, distúrbios, actos de vandalismo e de violência de adeptos do Sporting por ocasião do festejo em Lisboa da vitória do Campeonato Nacional de Futebol, e dos adeptos ingleses do Manchester City e do Chelsea no Porto aquando do jogo da final da Liga dos Campeões, não foi só do ministro Cabrita, mas também da Ministra da Saúde Marta Temidoe dos Presidentes de Câmara das duas cidades -o socialista Fernando Medina e o independente Rui Moreira. Mas não há dúvida de que, pelo menos no caso de Lisboa, o ministro foi previamente alertado pelo Director Nacional da PSP Magina da Silva para o inconveniente dos festejos sportinguistas terem tido o modelo que tiveram e que, pelo menos em parte, contribuíram para o aumento de casos de infecção por SARS-Cov2 e contracção de Covid -19 desde esses festejos na área de Lisboa e Vale do Tejo. E no que concerne ao que se assistiu ao vivo, ou pelas tvs, sobretudo na Ribeira do Porto, como soi dizer-se, “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Mas também não se compreende, como muito bem referiu o Presidente do Futebol Clube do Porto Jorge Nuno Pinto da Costa que os portugueses até então não pudessem assistir a jogos de futebol nos estádios, com vista a prevenir contágios de SARS-Cov2, mas os ingleses puderam fazê-lo em Portugal. Aqui, a culpa é, sobretudo, de António Costa.

Voltando a Cabrita, este em vez de assumir a responsabilidade política pelo que ocorreu em Odemira, mas mormente em Lisboa, “chutou para canto”, e, mais uma vez, como aliás é seu hábito, ordenou à Inspecção Geral da Administração Interna que promovesse um inquérito sobre o assunto, o que “cheira” a querer passar as culpas para a PSP. Aguardemos o relatório dessa averiguação de responsabilidades!

GREVE DO SEF

À hora a que escrevo estas linhas, decorre uma greve dos inspectores do SEF promovida pelo respectivo Sindicato, que tem por fundamento a extinção desse Serviço e sua canibalização pela GNR, PSP, Polícia Judiciária e um remanescente burocrático com a denominação ridícula de Serviço de Estrangeiros e Asilo -Asilo, note-se! Antes de 25-04-1974 “asilo” era o nome dado a instituições publicas e privadas que se dedicavam a acolher desvalidos, indigentes, jovens mães solteiras, órfãos menores de idade, etc..

Mais uma vez Cabrita, coma assinatura de Costa, quis travar a greve em causa mediante requisição civil. Só que os promotores da mesma recorreram da dita requisição para o Supremo Tribunal Administrativo mediante instauração duma providência cautelar comefeitos imediatamente suspensivos, sendo que mais uma vez o Tribunal admitiu a mesma e a greve continuará pelo prazo fixado -quando Costa e Cabrita obtiverem uma resposta judicial à sua contestação da providência, a ser favorável ao Governo, já a mesma não terá qualquer efeito útil.

Ditadura encapotada

Este Governo PS/Costa tem vindo a revelar, sobretudo desde o início da pandemia de Covid-19, tem vindo a adoptar comportamentos prepotentes e de muito duvidosa legalidade, como, a título de meros exemplos: as restrições de mobilidade dos cidadãos entre concelhos e dentro dos próprios em determinados horários sem primeiro estar habilitado para isso mediante decreto presidencial de “estado de emergência”, a obrigatoriedade de cidadãos terem de permanecer em confinamento “fechados” em instalações, que não as suas casas, por 14 dias, o que já levou a alguns recorrerem à figura jurídica do habeas corpus, o que significa nenhum cidadão estar preso, seja sob que forma for, por mais de 48 horas sem ser ouvido por um juiz de instrução, sendo certo que todos os casos em que alguém recorreu a tal procedimento junto de tribunais, os mesmos decidiram favoravelmente aos requerentes, o que, a contrario, significa ter o Governo sido desautorizado pelo poder judicial. Por fim, a nova “moda” de exercício arbitrário e coercivo do poder por Cabrita e Costa mediante requisição civil”, que também não tem sido acolhida pelo Supremo Tribunal Administrativo, demonstram ter aqueles tiques autocráticos com mau odor de socialismo venezuelano-bolivarista inspirado na prática política de Nicolás Maduro.

Concluindo:

Salvo erro, na última sessão plenária da Assembleia da República em que o Primeiro-Ministro Costa participou, este disse alto e em bom som que Cabrita era “um excelente Ministro da Administração Interna” -só podia esta a gozar com o pobre ministro. É que por cada dia que Cabrita se mantém no Governo e dá “bronca atrás de bronca“, da direita à esquerda os comentadores dos media, mormente televisivos, assim como o povo em geral, arreiam forte feio no homem, distraem-se de outras “broncas” que com menos frequência, mas que não de menor gravidade, outros tantos ministros e ministrasvão brindando os Portugueses.

Portanto, estou convencido de que Costa só mantém Cabrita no Governo para que este seja o “bombo da festa socialista”, fazendo recair sobre ele o descontentamento popular, e não sobre o próprio Costa e demais (des)governantes.

Mas se assim for, existem três hipóteses para o próprio Cabrita não apresentar a Costa um pedido de demissão irrevogável: é estulto, não vislumbrando a sua incompetência e asco que os seus próprios subordinados, comentadores e população em geral nutrem por ele; é estúpido, não vendo que Costa o está a utilizar como “bode expiatório” de todas as “borradas” feitas pelo Governo em geral e outros ministros e ministras em particular; é destituído do mínimo de dignidade pessoal, vergonha e “coluna vertebral”, estando agarrado ao “tacho” por precisar do ordenado de ministro, tendo consciência de que, se abandonar o mesmo, ou o Costa lhe arranja outro “tachito”, ou vai para o desemprego, pois, tanto quanto sei, não se lhe conhece profissão “útil”, e, por conseguinte, ninguém no sector privado o contratará para exercer qualquer função.

Francisco Garcia dos Santos

 

 

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