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ESPERANÇA MÉDIA DE VIDA

16-04-2021 - Henrique Pratas

Na passada quarta-feira, dia 08 de abril do corrente ano foi anunciado que a esperança média de via tinha baixado, querem eles dizer com isso que nós temos menos dias de vida.

E eu chamo-vos à atenção deste facto porquê? Como sabem o Estado Português através da Segurança Social tem vindo a aumentar a idade de reforma com base neste indicador, isto é a esperança média de vida, que como sabem nos últimos anos crescia, mas que agora por efeitos da pandemia apresenta um registo de decréscimo.

Se o Estado é aquela pessoa de bem como todos proclamam aos 7 ventos deveria de imediato reduzir a idade de reforma, por forma a proporcionar às pessoas que trabalharam uma vida inteira pudessem ao menos usufruir do pequeno período merecidíssimo de desobrigação laboral, mas isto não vai acontecer porque como já nos habituaram neste País tudo o que aumenta nunca diminui e vão ver que a idade de reforma se irá manter nos 66 anos e 6 ou 7 meses e 40 anos de trabalho para que um trabalhador se possa reformar sem penalizações, isto é tão certo como eu estar a escrever este artigo.

Escrevo esta afirmação, baseado em quê, se estiveram atentos no mesmo dia o Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciou também que Portugal em 2023 atingiria o superavit, querem eles dizer que as receitas obtidas pelo País ultrapassarão de novo as despesas realizadas, foi aqui que eu desconfiei, por um lado o organismo internacional que contabiliza a esperança média de vida faz a anunciação que vos descrevi e logo a seguir o FMI, produz a informação que vos reproduzi, pensei logo isto só pode acontecer à custa de manter a idade de reforma tal e qual como está ou aumentando-a para 66 anos e 7 meses, e é este o Estado que se diz de bem em que nós vivemos.

Este Estado chupa-nos até ao tutano, até há última pinga de sangue é um desconsolo muito grande viver e participar neste Estado que para bem de todos nós nos deveria tratar de uma outra forma mais justa, mais igual e com a dignidade que nos é devida, mas não estes atributos apenas ficaram guardados para alguns, os eleitos, porque para a maioria ficou de fora deste chapéu e a única coisa que pode fazer é trabalhar e ser desconsiderado pelas instituições sejam elas públicas ou privadas.

Aproximamo-nos de mais uma comemoração do 25 de abril, tempos de utopias, para os que tiveram capacidades para tal e decorridos todos estes anos nós não merecíamos ser tratados como somos, mas uma vez mais a culpa é nossa, não podemos atribui-la a mais ninguém a não ser a nós que deixámos andar as coisas e não nos opusemos ao populismo que vem ganhando terreno na sociedade portuguesa de forma paulatina e os direitos e obrigações consignadas na Constituição da República Portuguesa são violados diariamente, sem que os organismos criados para que o controlo da mesma seja verificado tomem as atitudes necessárias.

Henrique Pratas

 

 

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