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Sexta-feira 23 de Abril de 2021  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

OS BONS MONSTROS

02-04-2021 - Francisco Pereira

Se quando as coisas são mal amanhadas, abandalhadas e até superlativos exemplos ilustrativos da putativa bandalheira em que este país caiu, nós devemos, por óbvia motivação de cidadania gritar bem alto o nosso descontentamento, o mesmo temos por dever quando algo é bem feito e resulta numa melhoria para a sociedade.

E é sobre um desses casos de sucesso que vos quero hoje falar, não tanto para enaltecer a iniciativa e ou os seus promotores, dado que gente bem melhor que eu já o fez, mas para louvar e enaltecer, aqueles que com o seu trabalho ajudam de forma decisiva a que essa iniciativa siga sendo, se não um completo sucesso, pelo menos uma bem conseguida tarefa, que o é com toda a certeza.

Falo-vos de uma iniciativa desenvolvida pela edilidade aqui da cidade em que vivo, a que deram nome de «Camioneta dos Monstros», esta iniciativa conta já alguns anos, replicada por várias localidades deste nosso Portugal, uma iniciativa que na prática presta um serviço bem simples aos munícipes, quando estes possuem monos dos quais se querem desfazer, como sejam, colchões velhos, mobiliário, eletrodomésticos e o mais que se queira de monos e tralha variada, ao invés de se abandonarem essas tralhas, nos passeios junto aos contentores do lixo ou junto aos ecopontos, contactamos o município, agendamos a recolha dessas tralhas de acordo com a disponibilidade do serviço, depois basta aguardar, que na hora marcada do dia aprazado eles lá estarão para fazer a recolha, na realidade um serviço simples mas muito importante e quer-me parecer eficaz.

Se trago este tema hoje aqui, não significa que vá tecer encómios

à autarquia, aos seus responsáveis políticos e ou outros que tais, nada disso, até porque para esse tipo de sabujice primária, existem centenas, senão milhares de pessoas que o fazem de forma extraordinária e profissional, conforme podemos nas redes sociais, onde essa sabujice lamechas é levada muito seriamente até a um nível de quase vómito, mas adiante.

Dizia eu que se trago este tema hoje aqui, o objectivo é mais humilde, quiçá desinteressante, peço até humildes desculpas por o tema não ser altamente intelectual e ou controverso, ma verdade quero de forma pública agradecer aos funcionários que executam o trabalho de recolha dessa tralha, agradecer-lhes o esforço, a dedicação e empenho que colocam nessa actividade que pode parecer menos nobre mas não é, na minha perspectiva claro está, porque podem como é óbvio existir outras opiniões. Quero agradecer a esses funcionários o esforço que fazem para tentar dar um ar mais asseado e organizado a uma cidade que muito carece desse asseio e organização.

Este serviço e os seus funcionários não só fazem as recolhas agendadas, efectuadas por cidadãos conscientes e com comportamentos comprovadamente cívicos, no que à recolha e reciclagem de monos concerne, como o serviço funciona durante a semana e até ao fim de semana, recolhendo as porcarias e as tralhas, que os muitos javardos, peço desculpa mas não há outra palavra para dar a esta gentalha, excepto talvez alguns sinónimos como «porcos» ou «suínos», se bem que eu prefira «javardos» pois é uma palavra muito mais afeiçoada à realidade que temos por aqui em termos de população. Dizia então que o serviço funciona de semana e ao fim de semana recolhendo as porcarias que os tais javardos se limitam a abandonar na via pública, junto aos contentores do lixo, junto às ilhas e ou aos ecopontos, onde se podem ver todo o tipo de tralha abandonada, por quem tem a suprema preguiça de pegar num telefone, ou andar quinhentos metros para solicitar no edifício da edilidade que lhes recolham a tralha, lindo de se ver, sofás rotos e descarnados, colchões, mobiliário variado, sanitas e mais que se queira abandonado, por gentalha miserável que não sabe viver em comunidade nem consegue ter o mínimo de civismo e respeito por si próprio e pelos outros. Atente-se no aspecto maravilhoso e imagem que este tipo de coisas dão a uma localidade.

Quero portanto publicamente agradecer a esses funcionários que levam a cabo tão importante e nobre tarefa, podem muitos até argumentar que «os funcionários são pagos para trabalhar», verdade, mas tal facto não invalidade que possamos deixar uma palavra de apreço às pessoas que fazem bem o seu trabalho e é essa palavra de apreço e de agradecimento que hoje quero deixar aqui bem expressa a todos os funcionários que trabalham na «Camioneta dos Monstros», a maioria deles auferindo salários medíocres, mas isso já são contas de outro rosário. Por isso meus caros em meu nome um grande obrigado a esses funcionários.

Francisco Pereira

 

 

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