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Quarta-feira 27 de Outubro de 2021  
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E SE OS IMAGINASSEMOS NA CASA DE BANHO?

05-03-2021 - José Janeiro

Sim, é a única forma para justificar tanto disparate. O Tony Costa foi obrigado, pela Europa a colocar em consulta pública o chamado PRR. Não, não tem nada a ver Plano da Republica do Rapinanço, lá chegaremos, pois já se ouvem os esmeris a trabalhar enquanto os do costume afiam as garras. Por enquanto chama-se Programa de Recuperação e Resiliência, pode consultar no link seguinte, mas encha-se de paciência e conte até dez para evitar vociferar impropérios.

Link PRR: https://www.consultalex.gov.pt/ConsultaPublica_Detail.aspx?Consulta_Id=183 (*)

Antes de continuar quero contar-vos uma história triste, se não fosse hilariante pelo elevado grau de estupidez daqueles que nos governam e em particular dois deles, o Ministro do Planeamento e o académico que se diz Ministro das Finanças. A história que nos deve entristecer, pois demonstra o quanto não perdemos a esperança em ser os chico-espertos da europa, conta-se de forma simples: O ministro João Leão foi a Bruxelas com a ideia peregrina de que a parte da bazuca que não seja subvenções (fundo perdido), não deva contar para o deficit, bom para imaginarem a enormidade desta proposta será igual a uma qualquer empresa que vai pedir um empréstimo bancário, limpa do seu balanço, parte desse montante, fingindo não existir. Esta engenhoca financeira tem uma explicação: o governo está borrado de medo com as consequências do permanente e cronico aumento do deficit e da divida em percentagem do PIB e as implicações que terá nas agencias de rating e no procedimento de deficit excessivo, então qual a solução: vamos fingir que uma parte não existe. A imagem com que ficamos é de pilantras.

Por esta razão os 4,3 mil milhões transformaram-se em metade, mas como tudo na vida quando se corta algo, também algo se destapa e aqui destapa-se na habitação a preços acessíveis, uma bandeira do governo socialista e nas empresas, que como sabemos é o ultimo sitio para o fazer no contexto actual.

O actual plano é o resultado do plano apresentado pelo para-ministro, o mineiro Costa e Silva que apresentou em 2020 o muito badalado Plano “visionário” com muito estado, muita construção civil, muitos Ferraris e maisons potenciais como no PEDIP de má memoria, mas zero ou pouca industria, zero especialização nacional, zero transferência de industria e reindustrialização, demonstrando um desconhecimento total da realidade do país e das nossas vantagens estratégicas. Esta é a linha da desgraça que daqui a 7 anos quando terminar a sua execução voltaremos ao lamento da tal “nova oportunidade perdida”, e assistiremos á continuidade da corrupção, degradação económica, pobreza e divida publica descontrolada, será uma maravilhosa volta de 360º sobre nós mesmos com a ilusão de termos andado para a frente.

O caminho realmente é mais do mesmo, acreditar que ao fazer sempre o mesmo se obterão resultados diferentes é o cúmulo da insanidade. Hoje, a discussão deveria estar centrada em dois grandes vectores de desenvolvimento: substituição de importações e acima de tudo estratégia para substituir a “fábrica” China, por opção de “fábrica” europeia localizada em Portugal e não com o absurdo autista dos megaprojetos que comem uma fatia enorme dos recursos e destapam o que deveria ser o verdadeiro o investimento na produção de riqueza e emprego.

A falta de planeamento, a falta de rigor orçamental, a falta de visão estratégica, a falta de entendimento do resultado que deve decorrer do investimento, leva-me a acreditar que o Faroeste económico continua sem que o povo manso entenda verdadeiramente qual o caminho que estamos a tomar: o do abismo! A preocupação é tanto maior quando perante as evidencias a Europa aceita estas chantagens para evitar problemas de maior na moeda única, este parece ser o preço que a comunidade europeia está disposta a pagar pela “paz” monetária.

Sim, imaginemo-los na retrete a descarregar a teoria económica e o planeamento nacional, só assim conseguimos entender.

(*) a consulta publica terminou dia 1 de Março. Intervim considerando que este processo deve ser alterado na sua totalidade por enfermar do que é explicado.

José Janeiro

 

 

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