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Quarta-feira 27 de Outubro de 2021  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

QUANDO O DEFICIT DEIXA DE SER ECONOMICO E É MENTAL

12-02-2021 - José Janeiro

Quando tudo isto passar restará apenas ruina económica, financeira e social. Os zombies que estão nos palácios terão demonstrado o quanto são incompetentes e arrogantes.

O descalabro deste governo, que na minha opinião, é o mais inábil da 3ª republica e talvez de todas as outras duas, teima em manter o círculo vicioso interminável aonde nos enredou.

Conseguimos o pleno: umgoverno ditatorial com meia centena de incapazes e ressabiados, um Presidente da Republica hipocondríaco e mais preocupado com afectos que com a situação real do país e o ramalhete completa-se com os ministros das finanças e da economia que contam umas patranhas sobre a execução orçamental e o estado dessa mesma economia como se vivessem numa twilight zone.

Os princípios do orçamento do estado que deveriam ser de rigor, preocupação com a despesa e investimento para gerar resultados e crescimento, é substituído pelo principio “ vamos fazer-que-depois-o-dinheiro-de-algum-lado-virá”, isto em conjunto com as sucessivas cativações que deturpam o resultado orçamental e do país, que consequentemente comprometem gravemente o crescimento económico.

O princípio da física em que uma acção provoca sempre uma reacção é desprezada e substituída pelo “ logo se verá”, numa navegação á vista, que nos levará contra o iceberg, qual Titanic económico.

Se hoje a pandemia serve de desculpa para justificar toda a incapacidade evidente e deficit mental dos players políticos, já não conseguirão explicar o que a história recente nos demonstra. Se olharmos para o ranking de desenvolvimento dos outros países, fácil se verifica que países com posições mais débeis que a nossa nos ultrapassaram economicamente com uma velocidade que parecíamos estar (e estávamos) parados. Portugal aparece em 28º lugar atrás de países da ex europa do leste como republica Checa, Eslovénia, Lituânia, Polonia, ou mesmo a Letónia, que nos deve envergonhar e que demonstra a incapacidade dos nossos governantes eleitos. Esta situação incompreensível é fruto de uma deficiente aplicação de recursos, de rebaldaria financeira, de orçamentos que não se preocupam com o crescimento económico mas com direcionamento de verbas para despesa pura sem preocupação com os resultados, satisfazendo clientelas e gerindo eleições.

Apostaram ao longo dos anos no que não estava no ADN do país: a exportação de bens e serviços, pois o nosso tecido económico não estava devidamente preparado para tal.

Na verdade, devíamos aproveitar a “bazuca” para mudarmos o sentido e direcionamento da estratégia do país, que seria a substituição da China como fábrica do mundo e Portugal passar a ser a fábrica da Europa, temos capacidade para tal, em vez disso o programa elaborado vergonhosamente por um elemento a quem não se reconhece capacidade para tal, propõe fazer mais do mesmo. É realmente estupido fazer sempre o mesmo e esperar resultados diferentes.

O Faroeste económico continua sem que o povo manso entenda verdadeiramente qual o caminho que estamos a tomar: o do abismo.

O silêncio estrondoso de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito com 60% dos votos, que ninguém percebe para que serviu, torna o pateta alegre cúmplice desta desgraça anunciada.

O Ministro das finanças veio agora a publico elogiar o bom desempenho do orçamento suplementar de 2020, em que a despesa pública ficou abaixo do orçamento inicial, diz as finanças, que tal se deveu á evolução favorável da receita, como é?! A mentira mais descarada dos últimos tempos.

Houve sim conversas com empresas de rating e com os banqueiros sobre o facto do aumento da despesa vir a afectar o rating da república e dos bancos. Ora a solução foi a jogatana na desprotecção do SNS, das famílias cortando os subsídios de confinamento COVID e da educação com a falta de computadores nas escolas tudo convenientemente passado para 2021, empurrando o problema com a barriga sem planeamento e sem qualquer logica que não seja o do “ a ver vamos lá mais para fim de 2021, como fica”. Mas entretanto consegue-se destapar sabe-se, lá de onde, 4 mil milhões para uma empresa falida, a TAP, com o argumento de termos que ter uma companhia de bandeira que salvará o turismo. Ridículo! Entraram no país (dados Pordata) 55 milhões de passageiros a TAP transportou 1,2 milhões ou seja 2,2%.

Entretanto, o sucessivo incumprimento de orçamentos do estado de forma cronica, levantam dúvidas se é mais um documento para cumprir calendário, ou se deve ser um documento bem estruturado e com a inscrição de verbas que sejam consonantes com resultados macro económico, ou se será, acredito mais neste facto, apenas um tapa olhos europeu.

O resultado desta politica desastrosa e da estratégia errada, é o continuado crescimento da divida publica, que segundo os últimos dados, está quase em 1 vez e meia do PIB gerado, mantendo um crescimento estupidamente consolidado.

A falta de rigor e medição do efeito das opções orçamentais, que os ditos países frugais e secundados timidamente pelos restantes nórdicos, levam a avisos constantes e ameaças de bloqueio financeiro, que o governo sabe que nunca serão concretizados, não passando disso mesmo, ameaças, pois caso contrário teriam consequências indesejadas e não evitariam complicações maiores na moeda única europeia. É a chantagem do governo para com a comunidade Europeia e este é preço do desnorte e da sua continuação sem fim á vista, que a Europa se predispõe a pagar.

O espectro de nova bancarrota é real. O dinheiro aprovado, da “bazuca” não vem para os cofres do estado, entenda-se para tapar o deficit, ainda que no plano entregue a Bruxelas se procure canibalizar fundos com o argumento de modernização da máquina do estado, mas vem, pelo menos a Europa assim pensa, a conta-gotas em 7 anos para a economia mas os abutres já estão á espera com programas de hidrogénio e outras palermices.

Hoje, a discussão deveria ser centrada em dois grandes vectores de desenvolvimento: substituição de importações e acima de tudo estratégia para substituir a “fábrica” China, por opção de “fábrica” europeia localizada em Portugal e não com o absurdo autista dos mega projectos que comem uma fatia enorme dos recursos e destapam o que deveria ser o verdadeiro o investimento: a produção de riqueza e emprego. Se isto for para a frente daqui a 7 anos estaremos a fazer a mesma discussão que temos hoje: corrupção, degradação económica, pobreza e divida publica descontrolada.

Marcelo, Costa (para mal dos nossos pecados), Rio e os restantes políticos que tenham algum bom senso, deveriam estar a discutir isto em vez de perderem tempo com fait divers de quem é o quê no panorama politico. Em vez disso Marcelo continua nos afectos, Costa a tentar manter os lobbies e boys socialistas de forma ditatorial e o Rio preocupado se o CHEGA, se se deve moderar, se devem fazer cerca sanitária, se os ataques estão a surtir efeito para o integrarem no sistema para o controlarem, se é só bazófia, ou se é a verdadeira oposição, destapando o que verdadeiramente interessa: o interesse nacional.

Lamentavelmente os políticos não mostram perceber como funciona a união monetária, sem união política, nem como funcionam os mercados financeiros.

Os “ses” da economia e a suas verdadeiras consequências parecem por demais evidentes: Se criar medidas bem estruturadas de apoio às empresas estas devolverão em impostos no retorno dessa medida. Se criar emprego e facilitar a sua criação com medidas bem estruturadas o efeito na procura e o retorno via impostos do consumo e do trabalho será benéfico para a economia global e implicará crescimento do PIB. Se reduzir os impostos, anular taxas e taxinhas que limitam a economia porque reduzem o capital disponível, terei habitantes com mais capital disponível que será, ou aforrado e aumenta o capital nos bancos que podem assim reinvestir, ou aumenta o consumo que no PIB representa 2/3 do rácio. E podíamos continuar quase indefinidamente com as medidas e suas implicações. Em vez disso procura-se arranjar despesa pura sem qualquer retorno oferecida a clientelismos, como a mais recente parvoíce de 15 milhões novamente para a comunicação social para anúncios contra o racismo a mando do BE. Esta despesa e as outras semelhantes levam apenas a mais divida, sem retorno económico e sem preocupação com as suas consequências. Parece haver um interesse sórdido em manter o país empobrecido para facilitar a corrupção.

É um caso de saúde mental e de mau caracter dos que nos governam, para isso temos os hospitais especializados nesse “deficit mental”, conforme o título sugere.

José Janeiro

 

 

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