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Assim é a África (AEA)

08-01-2021 - Rabim Saize Chiria

Assim é a África: em toda história da África sempre que uma substância de valor é encontrada, os nativos morrem. Segundo a história, em 1866 o jovem Erasmus Jacobs estava brincado na fazenda do seu pai, quando achou uma linda pedra, um vicinal quis compra-la, mas a famlília nunca imaginou que a pedra tivesse valor e acabou ofertando-a, no lugar de vende-la. A final das contas, a linda pedra de jovem Erasmu era o Diamante Eureka, de 21,25 quilates, que causou a corrida do diamante em Kimberly.

Três anos depois, o mesmo vizinho teve a sorte novamente, mas desta vez ele achou uma pedra maior com 83,5 quilates,que mais tarde foi chamada de estrela da África do Sul. Os Diamantes foram encontrados em fazendas da região. Portanto, mais de 50 mil pessoas vieram do mundo todo em busca do Diamante. Consequentemente, esta propriedade dos Diamantes foi motivo de lutas litigiosas, visto que as minas foram reivindicadas pelo povo Khoina, que há 70 anos habitavam o local.

Assim é a África: na serra Leoa, em 1991 eclodiu uma guerra civil que se alastrou pelo controlo das minas de Diamante. Milhares de pessoas morreram e milhões se tornaram refugiados. Todavia, nenhuma dessas pessoas jamais viu um Diamante. A dita Frente Revolucionária Unida (RUF), inavadia os aldeiamentos e matava a popululação inocente com armas de fogos e catanas. As vezes degolavam as mãos (mangas longas, segundo eles), os braços, apartir do cotovelo designavam (mangas curtas).

A Revolucionária Unida (URF) afirmavam que apoiavam causas de justiça e democracia no começo, mas depois eles começaram a controlar as aldeias. As vítimas incluia as crianças e bebês, assim como está acontecer em Cabo Delegado. E como consequência, criou inúmeros exemplos de danos físicos e psicológios em toda reigião.

Assim é a África: Angola passou pelo mesmo fenómeno, as vítimas foram os cidadão que nada ganharam e alguns nunca conheceram um diamante. Em Angola, os caso envolvia as Forças armamadas angolanas e da Telecervice, uma empresa angolana de segurança ao serviço da sociedade Mineira do Cuango (SMC), concessionária de Diamantes na bacia do Cuango.

Assim é a África: em Moçambique, com o gaz descoberto na Província de Cabo Delegado, inicia-se uma guerra não declarada, infinitos casos de tortura, assassinatos e violações sistemáticas de Direitos humanos a que estão sujeitas as populações locais. Ora, para o benefício dos capitalistas moçambicanos, que almeijam explorar o Gaz num futuro próximo, as populações são mantidas em condições desumanas, de escravatura, são torturadas, assassinadas, roubadas e impedidas de quasquer actividades de auto-subsistência. Em Moçambique, os casos detalham o envolvimento dos supostos insurgentes (uma força rebelde sem rosto, como dizem), e a força de segurança moçambicana (FDM).Tudo indica que, a maioria dos moçambicanos morrerão sem conhecer e nem se beneficiarem do Gaz de Cabo Delegado.

Maquiavel, um filósofo universalmente conhecido, na sua obra "Príncipe de Maquavel", faz uma abordagem muito interessante sobre os Estados. Assim passo acitar: todo e qualquer Estado deve ter uma competência suficiente de ler e compreender a história dos outros Estados. Conhecer as razões das suas vitórias e as razões das suas derrotas, para depois imitiar as primeiras e evitar as segundas.

Ora, com tudo aquilo que aconteceu em Angola, África Do Sul, Serra Leoa etc, Moçambique devia apreender algo, afim de não cometer erros dos outros. O ditado diz: o sábio aprende com os seus próprios erros, todavia, o inteligente aprende com erros dos outros. Neste provérbio de conveniência é lastimavel e sintomático que o Estado moçambicano nunca se identifica como inteligente, ou seja, aquele ser social que aprende com erros dos outros. Tudo indica que o Estado moçambicano tem mais apreço pela sabedoria e não pela inteligêcia. Porém, a sabedoria tem o seu preço

É da responsabilidade da burguesia maçambicana, conhecer e aplicar na prática a justiça social e o respeito pelos Direitos humanos. É neste espírito que devem agir os capitalitas moçcambicanos, cuja a psicologia de aquisição é tão enorme que a própria vida humana. Pois, com a sua ambição para a obtenção de lucros e vantagens pessoais, militarizam o processo económico, desenvolvem a psicologia do egoismo e de aquisição

Portanto, se aburguesia moçambicana não domar as suas vontades e ambições, sobretudo, na exploração, gestão e distribuição equitativa dos pacotos recursos naturais disponiveis, se não gerir duma forma consciente, amistosa e pacífica os pacatos benenses que o pais dispões, as mortes serão inevitaveis e como consequência, o nosso território será um deserto.

É do domínio público que anivel mundial apopulação está aumentndo, os recursos naturais do planeta, sobretudo, devido a sua utilização sem controlo estão esgotando cada vez mais, visto que as suas reservas são limitadas, assim como são finitas as dimensões do nosso planeta. Ou seja, os recursos naturais disponiveis no planeta não são infinitos, portanto, são finitos e escassos. Por esta razão, é necessário pensar numa justa distribuição dos mesmo, a fim de que todos saiam a ganhar. Este não é o momento de luta, mas sim de reconciliação.

Parece-me que,nós somos mais primitivos do que os primitivos propriamente ditos. Digo isto por um razão muito simples: na comunidade primitiva, os homens tinham uma psicologia comunitária. O que eles produziam, mal cabia para todos, todavia, dividiam tudo em partes iguais. Ninguém acumulava riquezas e ninguém deixava excedente. Como resultado, havia uma igualdade económica e social. Não havia conflitos e muitos menos classes antagónicas. Hoje aperfeiçoamos os meios de produção e a nossa actividade económica, mas não apeifeiçoamos a nosa psicologia de aquisição. Portanto, somos mais primitivos do que os primitivos própriamente ditos.

Sabe: até eu entendo porque os ocidentais lutam pela posse da nossas riquezas. Eles lutam porque descobriram que não podem satisfazer plenamente as suas necessidades sem elas. Aliás, as riquezas são nossas, eles lutam pela pilhagem. No entanto, este acto em parte justifica-se. É como um sujeito que sai duma outra linhagem e luta pelo trono, portanto, a luta tem sua razão de ser. Mas considero ridículo quando os moçambicanos matam-se uns aos outros, visto que, as riquezas são nossas. Neste âmbito, o exercício a ser feito não é lutar por aquilo que já é nosso, mas sim, colocarmo-nos no lugar dos outros, sobretudo, os menos favorecidos, sentirmos o que eles sentem, chorarmos os seus choros, lacrimejarmos as suas lágrimas, logo depois pensar na justa repartição desses pacotos benenses.

A burguesia moçambicana é como um príncipe que luta pelo trono. Em contrapartida, já foi definido que ele será o sucessor. Porventura seja o rei da vida em sociedade ( o medo), mas nem este, nem o outro sentimento justifica a violação dos Direitos humanos.

Caros moçambicanos: todo aquele que guerreira por algo que já é dele, morre sem conhecer tal algo. Isto ocorreu na Serra Leoa, Angola e muitos outros paises africanos. Pois, alguns morrerram sem conhecer nunca a cor, a beleza e o brilho de um Diamante. O mesmo já ocorre em Moçambique, as pessoas estão a morrer em Cabo Delegado sem nunca ter visto uma botija de Gaz extraido em Cabo Delegado. Portanto, assim é a África, mas nem todos africanos lutam pela posse das riquezas. Ou seja, existem pelomenos, alguns africanos que não lutam pela posse das riquezas. Logo, alguns africanos lutam pela posse das riquezas.

Rabim Saize Chiria
Licenciado em Filosofia Pela Universidade Eduardo Mondlane; Moçambique

 

 

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