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MANUAL COVID

13-11-2020 - Francisco Pereira

Como estou sobejamente preocupado com a saúde de todos vós, amigos leitores, em especial com a saúde dos 3 ou 4 que semanalmente arranjam paciência para ler as cretinices que vou escrevendo por aqui, esta semana preparei para gáudio das vossas cansadas íris, um preocupado e atento manual sobre a maleita que nos afecta.

Não quero substituir-me à Direcção Geral de Saúde a dita DGS, que por vezes faz lembrar uma outra DGS que já poucos recordam, nem me quero comparar a sumidades da área como são a senhora Freitas ou a senhora Temido, longe de mim tal veleidade, no entanto, tendo por base as indicações quer da citada DGS quer das duas senhoras preparei então um pequeno manual sobre o Covid, centrado mas especificamente nos locais mais propensos a apanharmos o tal “bicho”, locais a evitar e locais em que podemos estar completamente em segurança, não querendo que este manual sirva para nos transformar numa raça de piegas e ou de maricas, como se passa noutros países, epítetos dados por pessoas donas de prodigiosas capacidades intelectuais, verdadeiros portentos intelectuais, ao nível do melhor que se pode encontrar no maravilhoso mundo das amebas e ou outro tipo de animalejos acéfalos.

Começo pelos locais perigosos, que aconselho ao meu amigo leitor a evitar e a fugir como o Demo foge da cruz ou como o senhor Costa foge do Ventura. O primeiro desses locais é a sala de jantar daquela sua tia solteirona que insiste em o convidar para jantar, fuja caro amigo, decline esse convite, não existe nada tão tóxico nem tão perigoso para a partilha do Covid do que esse tipo de coisas.

Fuja igualmente, da sala de refeições da mãe, onde se junta com o resto da família, fuja disso a sete pés, o Covid, segundo o que a DGS, a senhora Freitas, a senhora Temido e próprio senhor Costa, declaram, essas reuniões familiares são do pior para o Covid, que a julgar pelas suas doutas opiniões, deve aparecer naqueles locais por “geração espontânea” como diria a velho Aristóteles.

Caro amigo, se preza a sua saúde evite estar junto desta gentalha perigosa, não os queira nem ver, quanto mais partilhar habitações com esse tipo de ratazanas peçonhentas transmissoras de Covid, entretanto e porque já vai longo a arenga e o dilecto leitor terá mais que fazer do que estar aqui a perder tempo, vamos de seguida listar, todos os locais, em que a segurança é total, podendo o caro leitor frequentar esses locais sem qualquer receio.

Ora, novamente depositando toda a fé nas cientificamente fundamentadas opiniões e conhecimentos da DGS, da senhora Freitas, da senhora Temido e do senhor Costa, existem locais completamente seguros para se estar aos magotes mas em completa segurança, a saber.

Escolas. O Covid parece ser avesso ao conhecimento, não frequenta escolas, logo são sítios completamente seguros, e com certeza não serão os miúdos a levar o Covid para casa para contaminar os pais, os avós ou outros familiares, nas perigosas, essas sim perigosíssimas reuniões familiares.

Festarolas políticas de partidos de esquerda com milhares de pessoas, são no entender altamente cientifico da DGS, da senhora Freitas, da senhora Temido e do senhor Costa, locais completamente seguros, o Covid detesta política, tanto assim é, que um dos partidos políticos, grande promotor desse tipo de coisas já está a pensar, em pleno pico da segunda vaga da pandemia organizar um congresso, para juntar mais umas largas centenas de camaradas que estarão claro está, na mais completa segurança.

Corridas de carros com milhares de pessoas, transportes públicos apinhados, metropolitanos à cunha, autocarros com gente amontoada como sardinha em lata ou comboios rasos de gente a acotovelar-se em espaços abafados e exíguos, são na douta e capaz opinião da DGS, da senhora Freitas, da senhora Temido e do próprio senhor Costa, locais perfeitamente seguros, que perto da sala de jantar da sua velha mãe são uma brincadeira de crianças, além disso, o vírus do Covid, conhecido por ser um calão do piorio, só ataca em horas específicas, ataca mais as mercearias e tascas de bairro, que os centros comerciais e hipermercados, ataca mais as salas de jantar que os Municípios, Juntas, Ministérios e empresas onde centenas e ou milhares de pessoas trabalham. O Covid também é ateu, não vai aos santuários acender velinhas e fazer figuras tristes como outros tantos milhares de pategos.

Caríssimos e preciosos leitores, que querem estar em segurança, nada temam se seguirem à risca as indicações da DGS, da senhora Freitas, da senhora Temido e do Governo do senhor Costa, gente que não falha.

Francisco Pereira

 

 

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