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Quinta-feira 29 de Outubro de 2020  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Porque não, Porquê?

28-08-2020 - Henrique Pratas

Estas são duas expressões, na minha opinião, pouco utilizadas por nós, aceitamos tudo, o saber porquê, qual a razão não nos interessa estamos alheados de tudo. Obviamente que estou a generalizar e nem todos somos assim, mas a maior parte da população portuguesa é assim, não questiona, nem tenta saber as razões ou motivos.

Os deputados eleitos por todos nós foram como é hábito a “banhos” e curiosamente vão todos para o mesmo lado o Algarve, mais preciosamente Vilamoura, não sei se é para poderem trocar opiniões ou para “cozinharem” a próxima temporada na Assembleia da República, mas o que é facto é que vão para o Algarve de férias e então os que os elegerão estão confinados às normas ditadas pela Direcção-Geral de Segurança e não podem ir para lado nenhum e o que eu acho estranho no meio disto tudo é que ninguém questiona este facto, ou será que já o consideram como adquirido?

O comum está sujeito a uma série de regras e os políticos eleitos por todos nós, têm outras normas feitas à medida, porquê, questiono eu, será que eles trabalham mais do que nós e precisam de mais descanso?

A maior parte da população portuguesa anda completamente arrasada devido ao conjunto de normas que temos que cumprir, se é que nos queremos safar ao COVID-19. Esta é uma matéria de Saúde Pública e eu não vejo ninguém preocupado com a sanidade mental dos portugueses, nem tomarem algumas medidas que contrariem este estado de tensão que estamos a viver, será que não existem medidas ou técnicas para nos poderem ajudar a passar este tempo sem menos agruras. Sim porque não apresentam aos portugueses medidas que combatam este stress constante?

É triste ver um Povo acomodado há sua situação e a pensar segundo a segundo, será que já estou assintomático, ou já estive o que é que faço, respostas não têm, mas na sua cabeça fervilham estas interrogações e porque é que não nos dão respostas, será que já fomos abandonados e não querem assumir esse ato, porquê e porque é que não nos ajudam a aliviar esta tensão em que vivemos constantemente.

Uma coisa, tenho reparado as “forças de segurança” duplicaram ou triplicaram o seu activo, porque agora cada um dos cidadãos é um delegado de saúde e em qualquer sítio chamam à atenção dos outros como se devem comportar, quando a maior parte deles não se comporta como manda o “figurino”.

Noutro dia fui a uma caixa de um supermercado levantar uma coisa que tinha encomendado, era só chegar à caixa e receber, foi o que ficou combinado. Vou-lhes ser franco eu ainda não me habituei à máscara e deixo máscaras em tudo quanto é sitio, nesse dia mais uma vez deixei a máscara no carro, não me lembrei, só dei por ela quando estava na caixa do supermercado, pedi logo desculpas e disse o motivo, “esqueci-me, peço desculpe”, mas como o que ia fazer era rápido, pensava eu, a funcionária não me disse nada e lá foi buscar a encomenda, não havia ninguém por perto e mantive-me à distância regulamentar, mas eis que chega uma sabedora e conhecedora destas coisas do COVID e diz em alto e bom som, já não é preciso usar máscara, não lhe dei resposta nem importância nenhuma. Quando recebi a encomenda voltei-me para a funcionária do supermercado que não tinha culpa nenhuma e em alto e bom som para que fosse ouvido por quem estava por perto disse-lhe: “ A senhora vai-me desculpar mas não lhe reconheço a si nem a ninguém para me ensinarem como me devo comportar” e fui-me embora a rapariga da caixa não abriu a boca a outra ave tusta nem sequer reagiu, mas a grande conclusão é que as pessoas como não têm que se preocupar com elas, agora arranjam uma matéria para se preocuparem e ditarem as normas emanadas pela DGS aos outros.

Se fomos ver as coisas a maior parte das pessoas usam máscaras que não protegem nada ou protegem muito pouco e utilizam-nas durantes vários dias, quando o indicado pelos médicos para uma protecção de 70 a 80 % as que devem ser usadas sãs as máscaras cirúrgicas e pelo menos devem mudá-las duas a três vezes por dia, dependendo da exposição individual e eu só pergunto quem é que faz isto? Eu vejo agentes da segurança com máscaras no bolso lateral das calças, outros com elas no cotovelo, outros ainda pendurados no espelho retrovisor do carro e mais locais de “depósito”.

Porque é que não se preocupam com estas atitudes porque é que o Estado não dá meios para que esta seja a prática a seguir por todos sem excepção.

A propósito disto nos supermercados e noutras lojas as máscaras já viraram negócio se um potencial cliente se esqueceu de levar a máscara, pedem-lhe 1,99 € por uma máscara e o que é que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) faz? NADA.

E assim vamos andando dia a dia, tentando passar entre os pingos da chuva, constatando que aos políticos deste País que nós elegemos nada lhes falta e a nós falta-nos tudo até a dignidade, porque até isso nos insistem em tirar.

Henrique Pratas

 

 

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