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Terça-feira 27 de Outubro de 2020  
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TRISTE DEMOCRACIA

21-08-2020 - Joaquim Jorge

Marcelo Rebelo de Sousa vetou a lei das petições e a redução do número de debates sobre assuntos europeus. Fez muito bem, os partidos políticos brincam com a democracia e um dia as coisas podem tornar-se um caso sério.

Os representantes da democracia vulgo deputados eoutros cargos estão completamente desfasados da realidade que se vive.

Dão a entender que não gostam de ser incomodados com petições que levam tanto tempo e com um enorme esforço para se conseguirem. A democracia passa pelo direito de petição, pelo direito de poderem concorrer independentes e facilidade de se exercer a democracia participativa.

Obter assinaturas nesta era digital é mais fácil, mas passar uma petição de 4.000 para 10.000 para poder ser discutida é mesmo a insinuar que não querem intrusos e gente que os incomode. Querem estar na sua vida parlamentar sem sobressaltos e maçadas.

Aos cidadãos,nesta era digital com o acesso através da Internet e das redes sociais, aconselham o desenvolvimento da democracia participativa a par da representativa.

Contudo a lei autárquica obriga um independente a apresentar as assinaturas em papel e um número brutal de assinaturas, muito superior à formação de um partido. Numa cidade top 10 a nível de população em Portugal são precisas àvolta de 15.000 assinaturas (4.000 para a Câmara Municipal + 4.000 para a Assembleia Municipal + 6.000Assembleia de Freguesia pelo conjunto de uniões de freguesia).

Não se pode permitir uma petição ou a possibilidade de um independente concorrer e depois dificultar-se por todos os meios a aplicação desse direito.

Os políticos assobiam sempre para o ar, no dia de eleições falam muito preocupados com a abstenção que supera os 50%, mas logo a seguir esquecem este assunto.

O problema dos partidos é que funcionam como uma estrutura militar com obediência total às hierarquias, de outro modo, quem diverge sofre punições.

Os partidos precisam dos votos dos cidadãos, mas evitam ouvir os cidadãos.

Os partidos não admitem os seus erros. Um partido não deve ser uma estrutura militar e tem a obrigação de imitar algo que é básico, a sua autoridade emanar do exemplo.

A nossa democracia está com grandes problemas, que normalmente escondem grandes oportunidades e o CHEGA já percebeu isso.

Depois queixem-se que ninguém vai votar, como dizem muitos portugueses:“os políticos estão no poder para defender os seus interesses”, “os políticos são todos iguais”, “Portugal é um país que não há volta a dar”, “Portugal é um país sem solução”, and so on.

Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e Matosinhos Independente

 

 

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