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Terça-feira 27 de Outubro de 2020  
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A INSEGURANÇA QUE SE VIVE NO ARRIPIADO

10-07-2020 - Henrique Pratas

Contrariamente ao que o senhor Ministro da Administração Interna o nosso País não é um País seguro e prova disso é o que acontece na aldeia dos meus avós, onde os assaltos não terminam e coagem a maior parte das pessoas que lá vivem praticamente a não saírem de casa e as que saem fazem-no a horas que eles entendem ser seguras mas não são, conheço uma senhora que foi enfermeira e que atualmente ficou viúva que não sai de casa por dois motivos o primeiro o medo que tem em que lhe assaltem a casa, o segundo deriva do estado pandémico pelo qual estamos a passar, e como imaginam viver assim não é vida.

A GNR da Chamusca já prendeu o assaltante conhecido por todos este ano mais de 12 vezes, um rapaz de etnia cigana, que a minha família tratou, enquanto o patriarca era vivo, às mil maravilhas e como me disse pelo telefone o cabo-chefe Pardo do Posto da GNR da Chamusca, eles são cães que não conhecem o dono.

Mas enquanto esta situação dura é ver as pessoas a colocar alarmes nas casas algumas de férias para habitantes que não são de lá e resolver a questão está a tornar-se muito difícil por duas ordens de razão, a primeira é porque os Meritíssimos Juízes que o julgam mandam-no em liberdade, ele consegue chegar primeiro há Chamusca que os próprios guardas que o prendem e o levam há presença do Juiz porque enquanto eles preenchem todos os papeis necessários para darem andamento a todo um processo burocrático, os Juízos ouvem e mandam-no em liberdade, e como os guardas da GNR se recusam a trazê-lo de regresso e na minha opinião bem, os Meritíssimos decidem atribuir-lhe dinheiros provenientes dos contribuintes para ele se deslocar de táxi. Afinal vale a pena ser malfeitor.

Existe uma outra questão que subjaz a todo este processo é que são poucas as pessoas que se deslocam ao Posto da GNR da Chamusca para apresentar queixa, para que o processo que é apresentado ao Juiz seja mais volumoso, penso eu na minha opinião que perante um maior número de factos quem julga tivesse outro tipo de decisão que não a que vos descrevi. Mas existe uma razão para as pessoas não apresentarem queixa, e esta reside no medo de sofrerem represálias e de voltarem a verem os seus bens comprados com muito custo a serem roubados e andamos nisto até que um dia alguém se passe e resolva a questão através das suas mãos.

Importa ainda explicar que no Entroncamento existe um grupo de etnia cigana numeroso este sim, de acordo com informações obtidas junto de outras comunidades ciganas, que eles são mesmo muito maus e chegaram ao ponto de me dizerem para não me meterem com eles porque o são. Eu escrevo-lhe s isto, mas não entendo como é que as forças de segurança não conseguem por cobro a esta situação, acho muito estranho, porque se eu sou “obrigado” a cumprir com as leis existentes neste País e se prevaricar sou punido, não entendo de todo porque é que pessoas não respeitam o normativo de conduta legal que se aplica a todos os cidadãos portugueses e não são punidos, será por uma questão de medo, não entendo.

Como sabem a etnia cigana comunica rapidamente entre si as ocorrências que se passam e o que aconteceu no Arripiado que eu me recorde, foi um dia as forças se segurança da GNR da Chamusca terem tomado as medidas adequadas para solucionar a instabilidade vivida e sem darem conta disso de um momento para o outro tiveram que dar às de vila diogo, porque aparecerem por todos os lados os membros da etnia cigana do Entroncamento, bem municiados e os guardas da GNR, que são ser humanos como todos nós tiveram que fugir. Isto faz-me muita confusão, porque se sabem qual é o ponto onde está instalado o fator de perturbação da segurança dos cidadãos não fazem uma ação concertada, envolvendo mais elementos da GNR e colocam um fim a esta instabilidade.

Não quero responsabilizar apenas os elementos da GNR, mas alguém mais acima dever-lhe-ia dar os meios necessários e suficientes para por termo a esta instabilidade, já bem basta as consequências resultantes da “chegada” do COVID-19 ao nosso País, muito mais a instabilidade criada por pessoas que não sabem estar, respeitar as outras pessoas que ocupam o mesmo espaço na sociedade em que vivem.

Termino deixando um recado para o senhor Ministro da Administração Interna, que é sem ovos não se conseguem fazer omeletes e pare de dizer que não existem problemas de segurança no nosso País, ponha os inquéritos de parte e ouça o que os agentes de segurança têm para lhe dizer, talvez assim consiga gizar medidas que restabeleçam a segurança neste País e o torne de facto aquilo que o senhor afirma a toda a hora e instante que Portugal é um País seguro, é claro que não o é, não nos queira enfiar o “garruço” porque nós não somos parvos, certas vezes podemos estar a proceder em conformidade, mas não se fie na nossa incapacidade de entender que tudo o que diz não passa de conversa fiada.

Henrique Pratas

 

 

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