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A IDEIA DE BOA SORTE COMO SÍNDROME DO IMPOSTOR

26-06-2020 - Rabim Saize Chiria

O que é síndrome do impostor? síndrome do impostor é termo psicológico que descreve um padrão de comportamento no qual você duvida de suas relalízações e tem um medo persistente de ser exposto como incompetente. Nas nossas sociedade, nos deparamos com frequência com pessoasque lidam por situações semelhantes. Geralmente, as pessoas que estão lidando com esta crise tendem chamar o sucesso de "boa sorte" ou "bafejo da fortuna".

É do domínio público que, todos nós convivemos com diversos " eus", diverssas pessoas reclamando pela posse da nossa identidade. A confidência nesta luta, é não permitir que a nossa possabilidade de escolha seja assassaina dos nossos "eus" que ao mesmo tempo clamam por uma abordagem identitária em nós.

O curioso neste cenário, é que vivemos numa sociedade com caracteristicas antagónicas. Venera-se o indivíduo, porém, nega-se a pessoa. Parece absurdo, mas não chaga de ser, visto que, há um descompassamento entre essas duas categorias. Pois, toda pessoa comum sabe claramente que, o indivíduo é um ser anónimo, sem rosto e sem contorno existencial, ou seja, o indivíduo é um sujeito hístórico que está a caminho de ser pessoa

O que precisamos para sermos pessoas a tempo inteiro? Uns dos problemas que nos impede a sermos pessoas a tempo inteiro, e que ao mesmo tempo é considerado como síndrome de impostor em algumas pessoas é pensar que o sucesso não é a consequência necessára do trabalho. Para alguns indivíduos, o sucesso depende da "boa sorte". O sucesso resulta de se ter um bom padrinho, ou costas quente como diz-se na gíria doméstica.

Meus imãos, a crença "boa sorte" nos eximem das nossas vitórias. Pois, acreditamos que as outras pessoas são melhores, tem mais influência e poder. A creditamos também que as outras pessoas são mais inteligentes ou compentes. A ideia de "boa sorte" demite-nos das nossas responsabilidades, pois, explicamos os insucessos pela existência de uma mão escondida, não nos consideramos como protagonistas dos nossos destinos, visto que, consideramos-nos como inferiores em relação aos outros, mendigamos poderes que transcendem as nossas capacidades física e mental, assassinamos a iniciativa emprendedora e vivemos um longo processo de vitimização.

Portanto, quando assim procedermos, a única coisa que nos resta é mendigar, reclamar, lamentar, chorar e acusar os outros. Além disso, nos tornaremos perfeitos em tudo, o que é dramático. Densenvolveremos a sensação de medo de fracassar e constantemente inibiremos as nossas conquistas. Isto pode ser debilitante, causar estresse, ansiedade e vergonha, bem como uma baixa autoestima. Então para superar este problemas, é necessário reconhecer que todas pessoas são importantes, rconhecer que cada pessoa é sujeito da sua história e conquistas, valorizar as nosas escolhas individuais, volorizar as nossas habilidades e conhecimentos, e por em fim, lutarmos mais do que os outros, sobretudo por um mundo, onde não precisamos mais de nos achar pequenos e mendigar favores.

Rabim Saize Chiria

Licencido em Filosofia Pela Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique

 

 

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