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A ESPIRAL DO SILENCIO

29-05-2020 - José Janeiro

Tenho que confessar que a minha base política se inclina mais para a esquerda, fruto de algumas convicções, leituras, liberdades individuais e estrutura de desejo de justiça social, mas não vale tudo.

Em nome de uma esquerda, não se pode ser permissivo e olhar para o lado assobiando, como se não fosse real o que se vê;

Em nome de uma esquerda, não se pode gritar disparates com os conhecidos ismos para classificar quem pensa diferente;

Em nome de uma esquerda, não se pode escamotear a lógica e esconder as preocupações de uma maioria crescente;

Em nome de uma esquerda, não devemos esconder-nos debaixo do chapéu do politicamente correcto, porque se ofende uns quantos energúmenos;

Em nome de uma esquerda, não podemos gritar populismo por tudo e por nada, mesmo contra a razão que entra pelos olhos dentro, porque assim serão apenas uns demagogos da pior espécie;

Em nome de uma esquerda, não devemos estar a favor de uma justa integração de minorias e calmar-nos quando essas minorias, a coberto de uma sensação de impunidade, fazem as suas condenáveis diatribes;

Em nome da esquerda, não devemos desrespeitar a história, a sociedade e um povo com mais de 800 anos de historia;

Em nome de uma esquerda, não é, nem se deve ser, ser contra as forças da ordem quando procuram impor a lei e a ordem, condenando-as e permitindo que grasse a impunidade dos marginais;

Em nome de uma esquerda, não devemos esconder e silenciar as evidências sob pena de serem iguais aqueles que eles tanto condenam;

Esta esquerda, a mesma que grita impropérios, contra quem pensa diferente, rotulando-os com a identidade de uma direita longínqua, esquecendo-se ela mesma dos massacres que se perpetuaram em nome da esquerda, tentando demonstrar que são diferentes no horror, quando são miseravelmente iguais, essa esquerda que se diz “libertaria” dos padrões de humanidade, liberdades individuais, e igualdade, demonstra assim serem meras palavras vãs na sua pregação, porque fazem exactamente o seu contrario.

Esta esquerda, pouco ou nada democrática, por figuras tristes de ideias e lógicas pouco consistentes, procura silenciar quem coloca o dedo na ferida, criando casos e demonstrando as verdadeiras garras que no passado criaram a par do holocausto, responsabilidades semelhantes como o Holdomor Estalinista, a grande fome de Mao, ou o genocídio Khemerista de Pol Pot, os maiores crimes da humanidade, mas que se acham superiores a isso quando rotulam os demais. Quem tem telhados de vidro não deve etiquetar os outros, deve apenas discutir ideias e demonstrar em que os outros estão errados, essa é a verdadeira génese de uma salutar democracia. Esqueçam rótulos, discutam ideias e o bem comum.

Recuso-me como CIDADÃO, a pactuar com A ESPIRAL DO SILENCIO, que se criou á volta das EVIDENCIAS.

Num dos artigos deste nosso jornal, argumentei que não me importo com os rótulos de direita ou esquerda para justificarem o injustificável, porque NÃO VALE TUDO. Na verdade, essa coisa de esquerda e direita que apenas serve para evitar que todos vamos EM FRENTE, é apenas uma fraca classificação de políticas frágeis e pouco consistentes, tanto de um lado como do outro, não se aproveitando o que melhor há de cada corrente em prol dos cidadãos. Sim, recuso-me a ser mais um na Espiral do Silencio. Há que refundar os conceitos velhos de demagogia e apontar caminhos, deixando para trás o bolor dos tempos que nos trouxeram até aqui.

Por tudo isto, porque a racionalidade me diz que devo apoiar quem tiver tomates para sair da manada em que a política se transformou, esse, terá por certo o meu apoio incondicional, leve ele um chavão qualquer que a mim nada me dirá.

Como detesto, que os que se dizem democratas, procurem tirar a voz aos outros decidi apoiar o André Ventura, sem chavões de índole ideológica, que acho que ele não tem, porque não admito que a lógica, a liberdade, a palavra e a procura de lei e ordem, sejam elementos que se rotulem quando não concordamos, ou fingimos nem ver, pretendendo cala-lo, por sair fora dos padrões do “yes man”. Não posso concordar com quem o quer silenciar por o acharem uma voz incomoda e acharem a Joacine, ou as Marias do BE, ou os animalescos do PAN, uns tipos com ideias consentâneas com o perfil do politicamente correcto, mesmo que apenas sejam uns tolos, sem a mínima noção da realidade, e desprovidos de qualquer opinião valida e coerente com o momento que vivemos, defendendo apenas e só os mesmos estereótipos velhos e cansados da impunidade.

Não quero saber se é de direita ou esquerda, apenas quero saber de quem queira seguir para a FRENTE, com este país de brandos costumes, que gritam mais no sofá do que na rua, deixando-se levar por ideologias baratas e que procuram controlar a opinião, tentando que seja igual para todos sem que se pense por um momento sobre o que nos querem impor.

Não, não me revejo nesta esquerda das ideias pré feitas, do pacote ideológico antifa a todo o custo, mesmo contra a maioria a razão e a lógica que entra pelos olhos dentro, apenas porque sim, por ser bonito e moderno. Não, não quero saber de ideologias, fiquei cansado delas, quero saber de valores, de paz, de justiça, de ordem social, de humanidade e acima de tudo de igualdade que nada indica que o CHEGA não defenda por mais que queiram fazer ver o contrario. Não, não virei a direta nenhuma, apenas SEGUI EM FRENTE, sem amarras e com a procura do necessário “dedo na ferida” do que todos reconhecemos estar mal, mas que apenas esse partido aponta.

Também não concordo com a totalidade do que o CHEGA defende, estamos em alguns casos em campos diametralmente opostos, sim, estamos, mas vale uma peça importante para a decisão: precisamos de quem tenha a coragem de dizer alto e em bom tom o que deve ser dito, e dar um valente murro na mesa entornando o copo cheio ideias estéreis que são afinal mais do mesmo, e isso vale todas as pseudo ideologias que se possam ter.

RECUSO-ME DEFINITIVAMENTE A FAZER PARTE DA MANADA, QUE TEM NA ESPIRAL DO SILENCIO A SUA MAIOR ARMA, CONTRA OS FACTOS. AFINAL CHEGA!

E a China continua a facturar e todos vamos alegremente enriquecer mais e mais o pais do vírus, que escondeu a pandemia até não poder mais, estes são os “patrícios” dos ditos de esquerda que acham aquele pais uma maravilha. Estive lá duas vezes e não é a rebaldaria que os ditos de esquerda aqui defendem, até, em termos de ordem, são mais próximos do André Ventura que condenam, não deixa de ser uma paradoxo essa realidade.

Até para a semana.

José Janeiro

 

 

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