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UMA VEZ MAIS A TAP

15-05-2020 - Henrique Pratas

A situação da TAP já não é nova para nenhum de nós, mas mais uma vez ele está de novo na boca dos políticos.

Com é que passado este tempo todo ainda não entenderam que a TAP nunca deveria ter passado para o setor privado e da forma como foi feita.

A TAP, para mim constitui uma empresa que o Estado nunca deveria ter aberto mão, considerando que a mesma desempenha, no frágil tecido económico português, uma das mais importantes funções ao nível internacional dos transportes aéreos.

É sobejamente conhecido e reconhecido o trabalho de manutenção aéreo que a empresa praticava, enquanto não os esquartejam não descansaram, são conhecidos os excelentes desempenhos dos trabalhadores das linhas aéreas e aeroportos, é conhecida a confiança que os passageiros depositam ao fazerem-se transportar na companhia aérea e apesar disto tudo privatizou-se a empresa, para quem não tem competência nenhuma para gerir uma empresa com esta qualidade.

Os sócios da empresa não me merecem nenhum reconhecimento profissional de espécie nenhuma, porque um deles português que é “dono” de uma empresa de transportes de passageiros é um tamanco do pior que há, ele não sabe ao abecedário, nem tem a noção do que é uma empresa, apesar disso o Governo apressou-se a oferecer-lhe uma participação na Companhia, depois colocaram cá um brasileiro pago a peso de ouro e o que é que fez, nada, agora existe um sócio americano sabe-se lá vindo de onde que pelo que tenho lido e ouvido, é um artista do piorio e para compor o ramalhete colocam como Presidente Executivo um “rapaz”, de seu nome Miguel Frasquilho, que não sabe fazer nada. O que é conhecido da sua atividade é que foi deputado pelo PSD, entretanto trabalhou para o dono do BES, depois passou para Presidente do IAPMEI e há uns tempos deram-lhe este lugarzinho na TAP, tudo isto sem que tenha feito qualquer coisa na vida.

Não gostava de vos fazer notar a pressão que foi feita para que no ano anterior apesar de a empresa ter apresentado prejuízos, se fizesse a distribuição de dividendos. Quando uma empresa não dá lucros, não há lugar há distribuição de dividendos, isto é claro para todos, menos para a quantidade de abutres que existem na TAP e a única coisa que pretendem dela é “sacar” dinheiro.

Entendo que o Estado não deverá deixar cair esta empresa, contrariamente ao deveria ter sido feito com alguns Bancos que entraram em insolvência por práticas pouco recomendadas, a TAP é uma companhia de bandeira leva a imagem do nosso País a todos os lugares do Mundo, sendo por isso uma empresa que considero como estratégica para o desenvolvimento da nossa economia, logo o lugar dela é estar sob a alçada do Estado, mas quando escrevo isto, não é para o mesmo se servir da mesma para colocar políticos no desemprego e para possa colocar lá gestores que competentes que o temos e que tenham como objetivo principal a divulgação da imagem do País, assente na qualidade do serviço prestado, porque é agindo desta forma que se fidelizam os passageiros ou se quiserem “utilizadores” da TAP.

Henrique Pratas

 

 

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