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Este tempo que nos deram!

08-08-2014 - Eurico Henriques

Nesta estação de calma, que deveria ser de descanso e de repensar os propósitos, presentes e futuros, o que nos aparece é bem diferente.

É um mal querer, mais do que bem-querer, ouvir e ler as notícias que nos chegam de várias proveniências e vários meios.

A guerra de Gaza, há-que-tempos oiço esta frase, deixou um número incontável de mortos e feridos. Nada disso, estavam no caminho das bombas e dos mísseis. É o que diz o Netanihau (não sei se é assim que se escreve mas para o que é vai dar ao mesmo). São mais de 400 crianças as que foram mortas, diz a ONU. As crianças, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim? O Gil acertou.

Tivemos todos a oportunidade de ver diariamente este massacre. Em nome da defesa e da segurança de um país. Quantas crianças morreram em Israel? Quantas famílias foram destruídas? Vi duas fotos elucidativas. Publicadas na imprensa diária. Uma mostra dois soldados num blindado de última geração. Estão de mãos no ar fazendo o V da vitória. São de Israel, naturalmente. Outra mostra umas crianças todas bonitinhas, de marcadores na mão, a escreverem mensagens nas bombas que serão lançadas sobre a famigerada faixa, a de Gaza, pois claro, para matar outras crianças.

A História do Médio Oriente mostra que, após a declaração de independência de Israel – que na altura contaria com cerca de 50.000 habitantes e hoje ultrapassa os 4.000.000 – as famílias nativas dos chamados palestinianos foram obrigados a abandonar as suas casas e terras. Muitos foram expulsos pela força. Daí a população da faixa de Gaza.

O nosso Ocidente, leia-se países da nossa cultura, nada disseram ou então defenderam o direito de Israel a defender-se. De quê?

Mas o mesmo não se passa na frente oriental da Europa. Agora querem fazer guerra à Rússia. Quando deveríamos estar a propor tratados de paz e amizade, a garantir a livre circulação de bens e pessoas, eis que surge a ameaça.

O que move a gente da Ucrânia foge ao meu entendimento. Tanto barulho e tanta ameaça para fazerem o quê?
O discurso que está a ser utilizado parece a réplica do que disse o Sr. George Bush: o Iraque tem armas de destruição nuclear. Que não se importava com a resolução do Conselho de Segurança. Hoje temos a resposta a isto: o Iraque está retalhado e os ultras ocupam largas faixas do território e já proclamaram um país.

Dizem que a Palestina é a Terra Santa. Quanto a mim, se o era já foi. Deus não mora ali. Parece que abandonou à pressa a sua terra e há quem diga que morreu ao atravessar o Jordão. Caiu-Lhe um míssil em cima.

Eurico Henriques – Lic.º em História e Mestre em Comunicação Multimédia.

 

 

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