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Sexta-feira 28 de Fevereiro de 2020  
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Paulo Pedroso disse a António Costa que queria voltar à vida partidária (mas não teve resposta)

24-01-2020 - Zap

No início desta semana, Paulo Pedroso, ex-ministro do Trabalho e da Solidariedade, disse que tinha saído do Partido Socialista (PS). Agora, de acordo com o jornal Público, o antigo porta-voz do PS saiu em rota de colisão com António Costa.

A razão que levou Paulo Pedroso a sair do PS foi o facto de a disponibilidade que manifestou ao secretário-geral, António Costa, para voltar à vida partidária não ter tido resposta.

De acordo com o jornal Público, Paulo Pedroso reuniu-se com o primeiro-ministro em 2019, encontro no qual o ex-ministro lhe explicou que tencionava voltar a Portugal e estava interessado em regressar à vida político-partidária. Nessa conversa, Pedroso disponibilizou-se para  participar na vida do PS  a vários níveis e envolver-se nas actividades e objectivos do partido.

Segundo o Público,  Costa não recusou a oferta , deixando no ar a hipótese de que seria analisada a melhor forma de Pedroso regressar. Porém, os meses foram passando e Pedroso não teve respostas concretas.

Por outro lado, segundo Pedroso, a única colaboração que lhe foi pedida foi para o programa eleitoral. O ex-ministro deu contributos e fez comentários às versões iniciais do documento. No entanto, quando viu o programa final,  não se reviu no texto .

Quando as listas de candidatos do PS à Assembleia da República foram divulgadas, o seu nome também não constava nelas. Além disso, não recebeu nenhuma solicitação nem foi sondado para outro lugar no ciclo político.

O antigo ministro acabou o sair do partido antes da legislativas, mas manteve o silêncio sobre esta decisão até segunda-feira. Ao afastar-se do PS, Pedroso optou por passar a fazer intervenção cívica e ser publicista no  Diário de Notícias , mas esperou pelo resultado das eleições para escrever a primeira crónica.

Em declarações à agência  Lusa , Paulo Pedroso disse, na segunda-feira, que deixou de ser militante do PS antes das eleições legislativas de Outubro  sem avançar as razões da saída.

Paulo Pedroso esteve no  centro do Processo Casa Pia , mas foi ilibado e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado português a pagar-lhe mais de 68 mil euros no âmbito desse processo.

Actualmente, Pedroso é administrador nomeado pelo Governo português no Banco Mundial, cargo que deixará em Fevereiro para voltar a dar aulas no departamento de Ciência Política e Políticas Públicas do ISCTE.

 

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