| Paulo Morais no Matosinhos Independente ( MI ): ajustes directos numa câmara devem ser excepção, não norma
25-01-2019 - N.A.
Este 1.º encontro no MI teve duas partes:
1.ºparte: conferência de Paulo Morais – “Negócios nas Câmaras: Urbanismo e Boys”.
2.ªparte - Apresentação dos primeiros proponentes do MI.

1.ªparte
Paulo Morais foi a 1.ª personalidade a participar nestes encontros outras estão na calha: António Capucho , Fernando Nobre, Francisco Ferreira, Garcia Pereira, Henrique Neto, Joana Amaral Dias, José Milhazes, Luís Osório, Sofia Vala Rocha entre outras.
Para Paulo Morais o que mais o "chateia" é a mentira e a falta de transparência. Deu, como exemplo, o Orçamento de Estado que atingiu 90 000 milhões de euros e que há 4.000 milhões que nem sequer estão explicados.
Em relação às autarquias afirma que existem dois pecados no poder autárquico. O primeiro é o Urbanismo, e é aqui que a corrupção é mais dramática. O Urbanismo tem como objectivo planear o território em função do interesse colectivo onde se deve fiscalizar o que foi planeado, mas não há um município onde isto funcione como deve ser! Existem roubos à comunidade, há constantemente licenciamentos sem fiscalização. Comparou os mecanismos dos cartéis de droga com as margens de lucro de 800%, 900%, aos da imobiliária municipal que diz "são exactamente iguais".
O segundo são os "Boys", a estrutura de recursos humanos das câmaras. Criam e distribuem empregos por boys partidários incompetentes que gerem mal o dinheiro público e, ainda por cima temos que lhes pagar. A maioria das vezes, muitos desses empregos não são necessários, são criados propositadamente para dar emprego aos amigos, deixando muitas vezes de se contratar as pessoas que são necessárias e especializadas para aquilo que é realmente necessário. Deu, como exemplo, só por milagre é que as pessoas que são boas a fazer comícios, são boas nas águas pluviais.
Quando questionado por Joaquim Jorge, “que conselhos daria a um Presidente de Câmara em relação a concursos públicos e ajustes directos”? Paulo Morais respondeu: “por norma não deve haver ajustes directos, só excepcionalmente e que o interesse público assim o exija”. Acrescentou: “os concursos públicos devem ser a norma e deveria existir um controlo externo, com a devida transparência com sites de acesso público onde todos nós consigamos saber onde se gasta o dinheiro público”.
Joaquim Jorge num tom informal e de boa disposição perguntou a Paulo Morais se o convidasse para almoçar se ele aceitaria?
Paulo Morais sorriu e respondeu: “obviamente que sim porque Joaquim Jorge é uma pessoa séria, independente, que o admira por tudo o que ele faz, que considera ser um lutador pela cidadania sem interesses obscuros”. A plateia aplaudiu.

2.ªparte
Foram apresentados os primeiros proponentes do MI. O 1.º proponente da candidatura Matosinhos Independente: Maria Lídia Viterbo Silva Cruz, professora, é uma forma de homenagear os professores de Matosinhos e de Portugal. Segue-se os restantes proponentes das freguesias: Joaquim Machado, Maria Manuel Guerra, Maria José Fabião e Sérgio Santos.
Deu-se assim inicio à recolha das assinaturas, Joaquim Jorge frisou que assinar não é apoiar, mas permitir que o MI possa concorrer em 2021 e, está esperançado que os matosinhenses dêem o seu aval, neste processo que exige 15.000 assinaturas, pois é uma candidatura independente.
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