Edição online quinzenal
 
Quarta-feira 22 de Abril de 2026  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Xi Jinping avisa Taiwan. "Não há lugar para atividades separatistas"

04-01-2019 - Carlos Santos Neves

Depois de a Presidente de Taiwan ter exortado Pequim a respeitar “o compromisso” da sua ilha para com “a liberdade e a democracia”, o número um chinês endereçou-lhe um aviso. Xi Jinping vincou esta quarta-feira que “a reunificação é a tendência histórica e o caminho correto”. E descreveu a ideia da independência da Formosa como uma estrada “sem saída”.

Em março do ano passado, o Presidente chinês clamava que o colosso asiático jamais aceitaria ceder “um único centímetro” de território. Xi Jinping afirmava então, no discurso de encerramento do 13º Congresso Nacional do Povo, que a China estaria pronta a “combater na batalha sangrenta contra os seus inimigos”.

Nove meses depois, o tom desceu um degrau. Mas nada mudou na política de linha dura.

O número um do regime chinês conserva, no essencial, a histórica bandeira da rejeição de qualquer cedência de soberania. Embora tenha agora apelado a uma “reunificação pacífica”. Uma inevitabilidade e a única forma de evitar um “profundo desastre”, aos seus olhos.

“A reunificação é a tendência histórica e o caminho correto. A independência de Taiwan é um beco sem saída”, enfatizou Jinping, que quis ainda sintetizar as ideias de Pequim para um futuro sistema de governação dos taiwaneses – com respeito, disse, pelos “bens privados, religiões, credos e direitos legítimos”.

Neste discurso diante do Grande Salão do Povo, em Pequim, com o qual assinalou os 40 anos da denominada “Mensagem aos Compatriotas em Taiwan”, o Presidente chinês não deixou de agitar o fantasma de um conflito armado.

“Estamos dispostos a criar um espaço amplo para a reunificação pacífica, mas não haverá lugar para quaisquer ações separatistas”, frisou.

“Não faremos qualquer promessa de renúncia ao uso da força e reservamo-nos a opção de adotar todos os meios necessários”, acentuou Xi Jinping.

“Enfrentar a realidade”

As palavras de Xi Jinping foram ouvidas um dia depois de a Presidente taiwanesa ter dedicado o discurso de ano novo precisamente às tensas relações com Pequim. Tsai Ing-wen exortou o regime continental a “enfrentar a realidade da existência de uma República da China”, referindo-se à designação de Taipé para o território insular.

Instou também Pequim a “respeitar o compromisso dos 23 milhões de habitantes de Taiwan para com a liberdade e a democracia”.

Tsai Ing-wen demitiu-se em novembro passado da liderança do Partido Progressista Democrático, após uma expressiva derrota em eleições legislativas – a histórica força política pró-independência viu também rejeitada nas urnas uma proposta para que a ilha passasse a participar em eventos desportivos internacionais com Taiwan ao invés de “Taipé Chinesa”, fórmula estabelecida para apaziguar Pequim.

A Presidente taiwanesa admite que o veredicto das urnas foi “um teste sério para o atual Governo”, mas recusou que tal possa significar que “a opinião pública em Taiwan seja favorável ao abandono da soberania, ou que o povo queira fazer concessões relativas à identidade”.

O máximo que o Governo chinês parece disposto a admitir é a repetição do modelo desenhado para Hong Kong e Macau: “Um país, dois sistemas”.

Tal enquadramento, defende Xi Jinping, permite “acomodar a realidade de Taiwan e salvaguardar os interesses e benefícios dos compatriotas taiwaneses, sob a pré-condição de assegurar a soberania e a segurança nacionais”.

Fonte: RTP

 

Voltar 


Subscreva a nossa News Letter
CONTACTOS
COLABORADORES
 
Eduardo Milheiro
Coordenador
Marta Milheiro
   
© O Notícias de Almeirim : All rights reserved - Site optimizado para 1024x768 e Internet Explorer 5.0 ou superior e Google Chrome