| Moção de censura a May chumbada
14-12-2018 - Mariana Bandeira
A votação realizou-se no final da tarde de quarta-feira, entre as 18:00 e as 20:00. A contagem esteve a cargo do deputado Graham Brady, presidente da designada comissão 1922 do Partido Conservador. A moção foi chumbada com 200 votos de apoio e 117 contra.
A moção de censura interna à liderança de Theresa May no Partido Conservador foi chumbada com 200 votos de apoio e 117 contra. Assim, a primeira-ministra britânica continuará ao comando dos Tories e do executivo do Reino Unido. A votação realizou-se no final desta tarde, entre as 18:00 e as 20:00, e os resultados foram apresentados às 21:00.
Enquanto decorria a apresentação dos votos secretos – cuja contagem esteve a cargo de Graham Brady, presidente da designada comissão 1922 do Partido Conservador -, a primeira-ministra do Reino Unido terá dito que tenciona deixar o cargo antes das eleições legislativas de 2022, segundo o deputado Alec Shelbrooke, do Partido Conservador e confirmada por outros parlamentares.
“O resultado da votação desta noite é que o partido com assento parlamentar tem confiança”, disse Graham Brady. Seguiram-se aplausos e uma (rápida) reação do líder do Partido Trabalhista, que divulgou um comunicado onde refere que a votação “não causa diferença nenhuma na vida do povo” britânico.
“Vou contestar esse voto com tudo o que tenho (…). Uma mudança na liderança [do Partido Conservador, no governo] agora vai pôr o futuro do nosso país em risco e criar incerteza quando menos precisamos”, disse Theresa May esta manhã, à porta de Downing Street. Nessa declaração ao país, a líder do governo britânico explicou ainda que o voto de confiança é benéfico apenas para Jeremy Corbyn e que um suposto novo dirigente conservador não teria tempo de renegociar o acordo de divórcio, muito menos entraria em funções até dia 21 de janeiro (data legal para a saída).
A contagem da moção de desconfiança aconteceu depois de a governante ter adiado a votação do acordo para o ‘Brexit’ – que recebeu luz verde do Conselho Europeu – no parlamento britânico. Para ‘aguentar o barco’, Theresa May precisava do voto em sua defesa de, pelo menos, 158 deputados.
A saída do Reino Unido da União Europeia está agendada para o próximo dia 29 de março de 2019.

Fonte: Jornal Económico
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