| Ministério Público espanhol pede 25 anos de prisão para Oriol Junqueras
09-11-2018 - El País
Rebelião agravada e desvio de fundos públicos. Estes são os crimes de que é acusado Oriol Junqueras, líder do partido pró-independência ERC e ex-vice-presidente da Generalitat. O Ministério Público pede ainda penas até 17 anos para antigos conselheiros e outros independentistas.
Na acusação conhecida esta sexta-feira e revelada pelo jornal El País, o Ministério Público pediu uma pena de 25 anos de prisão para Oriol Junqueras pelo papel de liderança no processo de independência da Catalunha.
A iniciativa culminou em 2017 com a realização de um referendo e uma declaração unilateral de independência, seguida da aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola, em que Madrid retirou autonomia e dissolveu o Governo regional.
Tal como Junqueras, outros antigos conselheiros e líderes do processo de independência estão em prisão preventiva. O Ministério Público pede 16 anos de prisão para os antigos conselheiros de Carles Puigdemont, designadamente Joaquim Forn, Jordi Turull, Josep Rull, Raül Romeva e Dolors Bassa.
Já os líderes separatistas Carme Forcadell (ex-presidente do Parlamento catalão), Jordi Sánchez e Jordi Cuixart (antigos dirigentes de duas associações sociais independentistas) são acusados de "rebelião" e poderão receber uma pena até 17 anos de prisão.
Se os antigos membros do executivo catalão deverão ser julgados por peculato e desobediência, os líderes independentistas são acusados apenas de desobediência
A acusação do Ministério Público surge precisamente no dia em que se completa um ano de prisão preventiva de Oriol Junqueras e Joaquim Forn.
O documento foi entregue esta sexta-feira junto do Supremo Tribunal, mas a acusação tinha no máximo até à próxima segunda-feira, às 15h00, para o fazer. Espera-se que o julgamento comece no início do próximo ano.
Carles Puigdemont, ex-presidente do Governo regional e peça central neste processo, continua exilado na Bélgica, pelo que não será julgado.
Quim Torra, presidente eleito na sequência das eleições regionais de dezembro e elemento próximo dos movimentos independentistas, deverá falar à imprensa ainda esta sexta-feira.
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