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CP tem comboios abandonados que podiam evitar crise na ferrovia

05-10-2018 - Lusa

Alugueres a Espanha e supressões em todo o país teriam sido desnecessários se a CP utilizasse as dezenas de locomotivas e carruagens que estão encostadas nas suas instalações.

Segundo o Público, a CP tem locomotivas e carruagens encostadas nas suas instalações que poderiam ser postas ao serviço e assim evitar o aluguer de transportes a Espanha. O jornal escreve que o “caso mais flagrante” é o de 20 locomotivas Alstom que, neste momento, estão estacionadas no Entroncamento, em Santarém.

Inicialmente, o objetivo destas locomotivas seria precisamente servirem de reserva estratégica à ferroviária, no entanto, para além de nunca terem tido nenhuma manutenção, nem sequer foram ligadas de forma periódica, o que aumentou rapidamente o seu grau de obsolescência.

Em declarações ao diário, um engenheiro ferroviário, que foi diretor de material da CP na década de 90, explicou os riscos associados a esta situação. “A imobilização prolongada no exterior provoca a degradação do isolamento do equipamento elétrico, em particular dos motores de tração”.

“Na parte mecânica os principais danos estão relacionados com a corrosão devida à condensação da humidade durante os ciclos de variação da temperatura ambiente. Este fenómeno afeta também os rolamentos porque associado à imobilidade provoca a rutura da película lubrificante causando danos irreversíveis nas pistas”.

Além destas locomotivas, a CP tem também encostadas algumas dezenas de carruagens Sorefame, construídas na Amadora entre 1961 e 1975, que já circularam em todo o território nacional, sendo que algumas foram até modernizadas para integrar a frota dos atuais Intercidades.

Em 2016, escreve o jornal, a CP fez movimentar 25 destas carruagens do Entroncamento para Contumil, no Porto, com o intuito de as renovar e pô-las ao serviço nos Intercidades, mas o projeto nunca avançou (uma das razões terá sido a falta de pessoal na EMEF).

De acordo com o mesmo jornal, a empresa detém também algumas locomotivas a diesel da série 1400 que, rebocando uma ou duas carruagens, poderiam efetuar alguns serviços regionais em linhas onde constantemente estão a ser suprimidos comboios como Oeste, Alentejo e Algarve.

Porém, a CP alega que não o fez porque as carruagens não têm ar condicionado e que os custos de exploração são mais elevados porque estas locomotivas precisam de um segundo agente a acompanhar o maquinista e porque implicam custos de manobra para reverter a locomotiva nas estações terminus.

A empresa possui ainda material elétrico parqueado em Campolide e Algueirão que está em estado de semi-abandono e que, se estivesse operacional, reduziria os riscos de supressão de serviços por avaria, como já tem acontecido na linha de Sintra, lê-se no mesmo jornal.

Na passada segunda-feira, os trabalhadores das bilheteiras e revisores estiveram em greve pela contratação de trabalhadores, mais comboios e negociação para o contrato coletivo.

 

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