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Greve dos Professores: Os professores “têm a lei do seu lado”

05-10-2018 - N.A.c/ Esquerda.net

Professores iniciaram quatro dias de greve com adesão que ronda os 75%. A deputada Joana Mortágua lembrou que a lei está do lado dos professores, uma vez que o OE de 2018 já prevê a recuperação integral do tempo de serviço.

A greve de professores que teve início na passada segunda-feira observou uma adesão de quase total. Os números foram avançados à comunicação social por Mário Nogueira, secretário geral da Fenprof e porta-voz da plataforma de sindicatos que convoca esta paralisação. A greve de professores irá prolongou-se até ontem, quinta-feira e culminará com uma manifestação hoje, no Ministério das Finanças.

Falando à comunicação no Largo Camões, em Lisboa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que ainda pode haver alguma variação na percentagem da adesão à greve durante o turno da tarde, isto na segunda-feira

“Há muitas escolas fechadas, algumas delas secundárias, básicas e muitas escolas do primeiro ciclo e jardins de infância”, disse o sindicalista, dando como exemplos a escola do 1.º ciclo António Nobre, em Lisboa, e a Escola Básica e Jardim de Infância Os Templários, em Tomar, onde o número de professores que não fez greve era “muito residual”, não permitindo que as escolas funcionassem.

Para explicar o motivo pelo qual a manifestação do Dia Internacional do Professor irá culminar no Ministério das Finanças e não da Educação, Mário Nogueira afirma que “neste Governo, Deus reside nas Finanças, chama-se Mário Centeno e é presidente do Eurogrupo”, pelo que os professores irão “até onde está Deus”.

“Está esclarecido o que é que os professores pretendem, pretendem que se cumpra a norma prevista no OE do ano passado, que é a recuperação integral do tempo de serviço, ainda que de acordo com o faseamento os sindicatos estão dispostos a negociar”, afirmou aos jornalistas a deputada bloquista Joana Mortágua que também marcou presença no Largo Camões.

“A única coisa que está em causa neste momento é negociar como é que essa recuperação vai ser feita”, afirmou, lembrando que “os professores têm a razão do seu lado do ponto de vista político, têm direito de exigir os seus direitos, tal como aconteceu com os outros funcionários públicos, e têm a lei do seu lado, têm a lei do Orçamento de Estado do ano passado do seu lado”.

Os professores estão de greve para exigir que 9 anos, 4 meses e 2 dias de trabalho sejam contabilizados na progressão de carreira. “O Governo desvalorizou toda e qualquer negociação, toda e qualquer linha de diálogo”, disse Mário Nogueira. O sindicalista informa ainda que se o Governo não retomar as negociações até ao dia 5 de outubro e se o tempo de serviço não for contabilizado, os professores irão dar a conhecer outras ações de luta que se irão estender pelo menos até ao final do período letivo.

Esta paralisação de quatro dias foi convocada por 10 estruturas sindicais de professores. De acordo com a plataforma que reúne todos os sindicatos de professores, à exceção do Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P), a greve deverá segunda-feira afetar sobretudo as escolas dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém, e na terça-feira os distritos Portalegre, Évora, Beja e Faro. Na quarta o protesto afetará Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco e no dia 4 de outubro será a vez do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.

 

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