| Catarina: “Há prioridades claras, como a valorização das pensões”
24-08-2018 - Esquerda.net
Esta terça, durante uma visita às Festas da Cidade de Bragança, Catarina Martins estabeleceu como uma das prioridades para o próximo Orçamento do Estado (OE) a valorização das pensões. “Tantas pensões não chegam ao fim do mês”, referiu, acrescentando que esta é “uma das matérias mais importantes para o Bloco”.
Assim, na sua ótica, o próximo OE deve continuar o caminho de “recuperação dos rendimentos”, focando-se nas áreas mais esquecidas: “Há prioridades claras, como a valorização das pensões, uma vez que somos um país em que as pessoas trabalham tantos anos e têm pensões muito baixas. Uma atualização mais forte é importante, porque tantas pensões não chegam ao fim do mês”, afirmou.
A coordenadora do Bloco considera ainda essencial “descer o preço da energia, o IVA da luz” e “combater as rendas de energia”.
Defendeu ainda que devem ser feitos referendos locais para que as assembleias das freguesias que foram agregadas contra a vontade das populações possam pronunciar-se. “Quando uma fusão de freguesias é artificial, a própria ideia do poder local fica destruída. As populações não se revêem, não têm proximidade com aquela imposição administrativa”, afirmou. “Nas freguesias onde a agregação foi imposta e que as próprias Assembleias de Freguesia contestaram, nunca quiseram, e que o poder local contestou, defendemos que essas possam ser revertidas e que essa alteração devia ser feita ouvindo as populações. Há situações em que não se ouviu ninguém, a alteração foi feita a régua e esquadro em Lisboa”, acrescentou.
Finalmente, a coordenadora do Bloco mostrou uma “enorme preocupação com a ferrovia”, considerando que “o investimento nos transportes é fundamental para o país”.
Questionada sobre o tema, considerou que “o CDS não está muito interessado no investimento nas ferrovias, o que disseram é que querem privatizar”. “Alguém se lembra de alguma privatização de um serviço estratégico que tenha resolvido o problema?”, perguntou, dando como exemplos as privatizações da PT, dos CTT e dos aeroportos. “Tudo isto correu sempre mal, ficámos sempre a perder”, rematou.
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