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Ryanair ameaça tripulantes portugueses

03-08-2018 - Esquerda.net

Empresa informou os trabalhadores que não receberão bónus salariais, os seus salários serão “devidamente ajustados”, e que o facto de terem feito greve “será tido em conta como fator relevante de desempenho quando houver oportunidades de promoção”. Ryanair ameaça ainda com redução de frotas e despedimentos.

estas informações, enviadas por email, ao qual a publicação digital teve acesso, terão sido também encaminhadas para os tripulantes dos restantes países europeus - Itália, Espanha e Bélgica - que aderiram à greve de 25 e 26 de julho.

A presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo Da Aviação Civil (SNPVAC) , Luciana Passo, afirmou que já foi apresentada queixa ao Ministério do trabalho e à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

”É lamentável e não é nada de que não estivéssemos todos à espera. Resta perceber o que vão fazer as autoridades portuguesas perante isto?”, questionou.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, Luciana Passo admitiu poderem vir a realizar-se novas greves ainda este verão: “Está-se a tornar um problema insustentável e transversal à Europa e vai ter algum desenvolvimento, porque será a única maneira de ouvirem os tripulantes da Ryanair”, vincou.

"Já tentámos tudo. Já tentámos pressionar governos, mas os governos estão algemados ao poder económico da Ryanair e parece que não lhes interessa a vida das pessoas", lamentou Bruno Fialho, do SNPVAC, à TSF.

O dirigente sindical lembrou que a empresa de aviação recusa-se a respeitar a legislação laboral, quer em Portugal, quer na Bélgica, em Espanha ou em Itália.

Os trabalhadores estão "sozinhos nesta luta" e "farão tudo o que for necessário para conseguir melhorar as suas condições de vida e de trabalho", garantiu Bruno Fialho.

Já o CEO da companhia aérea ameaçou com a redução de frotas, despedimentos em “qualquer mercado” e a transferência de trabalhadores para a Polónia caso as greves continuem e tenham repercussões no negócio.

“É a Ryanair no seu melhor, é sempre com ameaças, com coações. Isto não é modo de trabalhar. Ninguém está a exigir este mundo e outro. Ninguém pediu nada irrealista. Apenas contratos de trabalho locais com lei local, o reconhecimento dos interlocutores sindicais como válidos e que todos os que trabalham na Ryanair tenham os mesmos direitos e garantias. Não me parece nada de extraordinário na Europa de século XXI”, reagiu Luciana Passo.

Na Irlanda, os trabalhadores da Ryanair avançam para uma paralisação a 3 de agosto. A 10 de agosto é a vez dos trabalhadores suecos aderirem ao protesto. Já os trabalhadores alemães deram um prazo à empresa, até 6 de agosto, para responder às suas reivindicações. Se tal não acontecer, também avançarão para uma greve.

 

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