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Assad alerta para instabilidade da região em caso de ataque à Síria

13-04-2018 - RTP

O Presidente sírio Bashar al-Assad, avisou esta quinta-feira que qualquer ação militar contra o seu país irá provocar maior instabilidade na região, numa altura em que Reino Unido e Estados Unidos estudam várias opções de retaliação contra o alegado uso de armas químicas por parte do Governo sírio.

"Com cada vitória conquistada no terreno, as vozes de alguns Estados ocidentais levantam-se e ações intensificam-se numa tentativa da sua parte de alterar o curso dos acontecimentos", disse Assad, citado pela televisão estatal do seu país.

Foi a primeira vez que o Presidente sírio se pronunciou oficialmente sobre a crise aberta com o ataque químico de sábado.

"Estas vozes e qualquer possível ação contribuirão apenas para aumentar a instabilidade na região, ameaçando a paz e a segurança internacionais", alertou Assad.

Trump recua

Depois de, esta quarta-feira, ter ameaçado através da rede Twitter, que os mísseis americanos iam "a caminho" da Síria, o Presidente norte-americano veio agora dizer que o ataque anunciado "poderá ser para breve ou nem sequer tão cedo assim".

"Nunca disse que um ataque na Síria teria lugar. Pode ser muito em breve ou nem sequer tão cedo assim! Em qualquer caso, os Estados Unudos, sob a minha Administração, realizaram um óptimo trabalho ao livrar a região do ISIS. Onde está o nosso "obrigado América?", escreveu Trump.

A Casa Branca afirmou quarta-feira à noite que o Presidente tem em cima da mesa várias opções contra a Síria e nem todas militares.

Reino Unido prepara-se

Já a primeira ministra britânica, Theresa May, reune de urgência o seu gabinete esta quinta-feira, para dar parte aos ministros dos planos que estão a ser elaborados para responder àquilo que classificou de "ataque bárbaro".

De acordo com a imprensa britânica, o país poderá enviar para a região aviões e submarinos armados. Decisão que May considera poder tomar sem pedir autorização ou consultar o seu Parlamento.

O líder da oposição Trabalhista, Jeremy Corbyn, já veio dizer que espera que May fale com os deputados antes de qualquer decisão e apelou a uma "solução política". "Mais bombardeamentos, mais mortes, mais geurra não irão salvar vidas", siblinhou Corbyn.

Estados Unidos, Reino Unido e França, têm sido os países mais ativos nas acusações a Assad, responsabilizando-o pelo uso de armas químicas em Douma, durante o fim de semana.

De acordo com fontes no terreno, hostis a Bashar al-Assad, o ataque terá afetado pelo menos 500 pessoas e poderá ter morto mais de cem.

O Pentágono afirmou quarta-feira, depois das ameaças de Trump, que estava ainda a analisar as informações de que dispõe sobre o incidente. Já May e Trump não têm dúvidas em apontar o dedo Assad e a Putin.

Russos em Douma

Damasco e Moscovo negam a autoria do ataque e alegam que o incidente está a ser usado pelo Ocidente como pretexto para atacar a Síria.

As tropas russas, apoiantes de Assad, entraram em Douma após a saída acordada do grupo islamita armado Jaish al-Islam, que controlava a área.

A edição on-line do jornal britânico Daily Mail publicou um vídeo, de proveniência incerta, mostrando os residente de Douma a festejar a "libertação" da cidade e confraternizar com as tropas russas.

"Os combatentes do grupo Jaich al-Islam entregaram as armas à Polícia Militar russa hoje em Douma", referiu o Observatório Sírio dos Direitos do Homem. O líder do grupo, Issam Bouwaydani, saiu da zona e dirige-se para o norte da Síria.

Douma é a maior cidade de Ghouta Oriental, e o último reduto da oposição armada a Bashar al-Assad às portas de Damasco. A bandeira síria voltou a ser hasteada esta quinta-feira na cidade e em Ghouta Oriental.

O Presidente turco veio entretanto anunciar que irá falar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a situação na Síria, um dia depois de ter falado com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ancara afirma que irá manter as suas tropas no norte da Síria, até o país se tornar um lugar seguro para todos.

 

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