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Precários do Ensino Superior exigem regularização de vínculos

30-03-2018 - Esquerda.net

Num protesto feito esta terça-feira em Lisboa, marcado pelas FENPROF, ABIC, Federação Nacional de Trabalhadores em Funções Sociais e Rede de Investigadores Contra a Precariedade, manifestantes protestaram contra atrasos no PREVPAP e exigiram a regularização de precários do Estado. Luís Monteiro critica boicote dos "reitores e do Ministério da Ciência e do Ensino Superior".

Os manifestantes exigiram proteção para quem aguarda a regularização, condenando as tentativas de exclusão de alguns tipos de vínculos e falta de “transparência e uniformidade de actuação” por parte das comissões de avaliação, de acordo com o panfleto distribuído pelos Precários do Estado.

No decorrer do protesto, seguravam cartazes que diziam “Nós somos o ranking”, “Exigimos regularização do vínculo” ou “Contra a precariedade, vinculação dos professores contratados”.

Exigiu-se ao governo que tomasse “medidas para corrigir o atraso”, que assegurasse “a imediata protecção de todas as pessoas que aguardam a regularização” e que impedisse “as tentativas de boicote por parte dos dirigentes” nas comissões de avaliação.

Luís Monteiro, deputado do Bloco de Esquerda, em declarações ao Esquerda.net, afirmou que “hoje os precários do Ensino Superior e da ciência manifestam-se contra o incumprimento do PREVPAP, que resulta de um boicote entre os reitores e o Ministro da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior”. O deputado defende que “é necessário garantir que o PREVPAP é cumprido e que os precários entram nas respetivas carreiras e temos um Ensino Superior mais justo e mais capaz de responder às necessidades da produção de conhecimento”.

O protesto teve lugar no Largo Camões, Lisboa, pelas 14h30. No apelo à participação, considerava-se que “A forma como o governo e direcções de universidades e politécnicos têm tratado a precariedade no ensino superior e na ciência é desumana e calculista. Beneficiar do trabalho de centenas de professores e investigadores a baixo custo, quando deviam proceder à sua integração em quadro envergonha a academia.” Assim, contestava-se que o PREVPAP fosse “praticamente letra morta sem, ilegalmente, produzir os efeitos que a lei estabelece. Se é verdade que uma boa parte dos professores convidados são-no assim por seu próprio interesse, é também verdade que muitos foram forçados a um contrato em tempo parcial, salarialmente desvalorizado e, em muitos casos, com a imposição de horários que ultrapassam os limites mais elevados dos estatutos de carreira.”

 

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