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Governo tem de pagar 23,5 mil milhões em dívida de Sócrates até 2019

12-05-2017 - Zap

A totalidade da dívida pública, de médio e longo prazo, que Portugal tem que pagar a Bancos e Fundos de Investimento, até 2019, foi contraída durante o Governo de José Sócrates, ascendendo a 23,5 mil milhões de euros.

Estes números são avançados pelo Diário de Notícias que sustenta que o actual Governo do PS carrega a pesada herança da dívida pública contraída durante o Executivo de José Sócrates , entre 2005 e 2011.

Portugal tem ainda que pagar   66 mil milhões de euros   aos credores da chamada Troika, que inclui o Fundo Monetário Internacional e os mecanismos de ajuda da União Europeia.

Mas o maior problema, em termos de dívida, são estes   23,5 mil milhões de euros   em Obrigações do Tesouro que é preciso pagar até meados de 2019, conforme dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), citados pelo DN.

Este valor equivale “a   mais de 12% do Produto Interno Bruto deste ano “, sublinha o jornal, notando que “é quase tanto como a dívida contraída junto do FMI ou do fundo da Zona Euro no âmbito do resgate”.

Acresce a isto o facto de que estão em causa credores de mercado, maioritariamente privados, o que   constitui um problema “crescente” , fruto do consecutivo aumento das taxas de juro, repara o DN.

A título de exemplos, o jornal refere que, no próximo 16 de Outubro, o Governo tem que pagar 6,1 mil milhões de euros   de uma OT emitida em Outubro de 2007, a uma taxa de juro de 4,35%; a 15 de Junho de 2018, será preciso desembolsar mais   7,3 mil milhões   de euros com uma taxa de juro de 4,45%; em 2019, espera-se o pagamento de mais 10,1 mil milhões   de euros com juros a 4,75%.

E “para pagar em 2020, o governo de Sócrates deixou uma OT de   11,2 mil milhões   de euros (emitida em 2010 com um juro de 4,8%)”, repara o DN, notando que “em 2021 cai outra de   13,6 mil milhões de euros   (emitida em 2005, com cupão de 3,85%)”.

A situação actual só não é mais complicada porque “o IGCP fez operações de troca de dívida (que adiaram o pagamento de parte das obrigações) e de recompra (que antecipou reembolsos)”, sustenta o DN.

O Governo conseguiu adiar o pagamento de cerca de 733 milhões de euros para 2025 e de mais 279 milhões de euros para 2037, considera ainda o DN.

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