| Passos diz que foi com o anterior governo que o desemprego caiu
05-05-2017 - Lusa
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje em Viana do Castelo que a tendência de diminuição da taxa de desemprego e do aumento da criação de emprego registou-se durante os anos do anterior governo.
“Quando olhamos para os dados do Instituto Nacional Estatística (INE), para medir o que se passou com o emprego e com desemprego, verificamos que de 2014 a 2016 a população empregada aumentou em cerca de 176 mil“, referiu Passos Coelho.
Passos acrescentou que “a população empregada, apenas em 2016, representou cerca de 32% deste valor o que significa que quase 70% desse emprego, criado desde 2014 até 2016, foi gerado até 2015“.
Para o líder do PSD, que discursava perante cerca de 300 pessoas num jantar comemorativo do 1.º de maio, organizado pelos Trabalhadores Social-Democratas (TSD), “a população desempregada decaiu 282 mil pessoas”.
“Quando olhamos apenas para o ano de 2016 esse ano deu um contributo de 26%, quer dizer de um quarto da baixa de desemprego que foi registada. Quase 75% do desemprego que caiu, caiu entre 2014 e 2015”, sustentou.
Pedro Passos Coelho acusou o atual Governo de ser “ridículo” por ter outra leitura daqueles números. “O ridículo que é alguém hoje quer fazer, às vezes até explicitamente, a afirmação de que é agora que o desemprego está a cair e que é agora, com esta nova solução de Governo, que o emprego cresce.
“Cresceu menos do que aquilo que cresceu nos dois anos antecedentes e decresceu, no caso o desemprego, bastante menos do que aquilo que decaiu nos dois anos anteriores”, disse.
Passos Coelho disse também que “a prova dos bons resultados” da reforma laboral que o anterior governo” fez está na redução do emprego precário.
“O emprego que tem sido criado no novo quadro da legislação laboral, 70% é criado com contratos sem termo. A precariedade, que está mais associada a contratos a termo certo, representa cerca de 30% do emprego criado”.
Disse que “ainda hoje há quem não se conforme com isso e quem ache que estes resultados não são bons, são maus e que, portanto, considera que o Governo ainda não está a fazer uma política suficientemente de esquerda enquanto não reverter esta reforma laboral”.
“Apesar esta segunda-feira ser 1º de maio e de ainda não ter havido uma greve geral, foi preciso chegar à véspera do 1º maio para que se pudesse ouvir uma ameaça de possível greve geral se o Governo não virar suficientemente à esquerda, imaginem. Quer dizer, se não reverter a reforma laboral que foi feita”.
Passos adiantou que, “até hoje ninguém ouviu um pio” do Governo, apesar de questionado pela CGTP, sobre a possibilidade de ter “um compromisso com as associações patronais para não reverter a lei laboral”.
“Não sei porquê. Porque o Governo pronuncia-se sobre quase tudo“, frisou.
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