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ETA entrega armas, toneladas de explosivos e milhares de munições

14-04-2017 - DN/Lusa

Governo espanhol acusa ETA de fazer operação mediática para dissimular derrota

Os autodenominados "mediadores" do desarmamento da ETA indicaram hoje em Bayonne (França) que entregaram as "coordenadas de oito lugares" onde se encontram 120 armas de fogo, três toneladas de explosivos e vários milhares de munições e detonadores.

Os "mediadores" deram essas localizações ao Comité Internacional de Verificação (CIV), segundo informaram Mixel Behorcoirigoin e Michel Tubiana numa conferência de imprensa.

Tubiana indicou que "não se limitaram a levar a cabo esse procedimento", mas também enviaram a 172 "observadores" aos lugares onde estão os depósitos da ETA para "comprovar que são as autoridades francesas que irão tomar posse" dos arsenais.

O ministro francês da Administração Interna, Matthias Fekl, considerou hoje, em declarações à imprensa em Paris, que a entrega "unilateral" da localização de oito depósitos de armas por parte da ETA é "um grande passo".

O responsável governamental francês revelou que elementos das forças de segurança francesas, seguindo a orientação da Justiça, trabalham desde as 09:00 (08:00 de Lisboa) nessas oito localizações na região dos Pirenéus Atlânticos.

O Governo espanhol classificou hoje o desarmamento que a ETA está a levar a cabo como uma operação mediática "para dissimular a sua derrota" e "tentar obter ganhos políticos com a mesma".

O executivo espanhol sublinha, em comunicado à imprensa, que se recusa a fazer qualquer avaliação sobre o armamento entregue pela organização separatista basca nem sobre a sua integridade, até ao momento em que esse armamento seja analisado pelas autoridades e pela justiça francesas.

Os terroristas não podem esperar nenhum trato de favor do Governo e muito menos impunidade pelos seus delitos

O Governo espanhol assinala que a ETA "está operativamente derrotada, sem futuro e com os seus dirigentes na prisão" e que a sua "única resposta lógica a esta situação é anunciar a sua dissolução definitiva, pedir perdão às suas vítimas e desaparecer, em vez de montar operações mediáticas para dissimular a sua derrota e tentar obter ganhos políticos com a mesma".

Madrid assegura que "continuará a velar pelo cumprimento da lei e a segurança dos cidadãos", assim como pelo "respeito e homenagem" às vítimas do terrorismo, cujo testemunho foi "fundamental para a derrota do grupo terrorista".

A organização foi criada em 1959, durante a época da ditadura franquista, renunciou à luta armada em 2011, depois de mais de 40 anos de atos de violência em nome da independência do País Basco e de Navarra.

A ETA, organização considerada "terrorista" pela União Europeia, recusava até agora o seu desarmamento e a sua dissolução, pedidas por Madrid e Paris, exigindo o início de negociações para libertar os seus membros presos (cerca de 360, dos quais 75 em França).

Fonte: DN

 

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