| E o PDR sempre falado nos Jornais e na Televisão por causa desta vergonha
25-11-2016 - N.A./Zap
EMPRESÁRIO DE BRAGA DISSOLVIDO EM ÁCIDO TERÁ SIDO ESTRANGULADO PELO “BRUXO DA AREOSA”
Os contornos da morte de um empresário de Braga, cujo corpo foi dissolvido em ácido sulfúrico, continuam a ser revelados, depois de o Ministério Público ter acusado nove pessoas. Entre elas está o “Bruxo da Areosa”, visto como figura preponderante no crime, que teria em sua posse dados confidenciais da PJ.
O Ministério Público (MP) concluiu que João Paulo Fernandes, um empresário de Braga, foi raptado, assassinado e o seu cadáver foi dissolvido em ácido sulfúrico, de acordo com o despacho de acusação contra nove arguidos, entre os quais estão dois advogados e um economista.
Entre os suspeitos do crime está também Emanuel Paulino, mais conhecido como “Bruxo da Areosa”, que de acordo com o Correio da Manhã terá sido “quem estrangulou o empresário de Braga”.
O diário cita o despacho do MP onde se realça o alegado papel preponderante do “Bruxo” no crime cometido a 11 de Março deste ano. A acusação sublinha que este homem “tinha um ascendente sobre todos os arguidos”, conforme sustenta o CM. Vários dos suspeitos implicados no caso acreditariam nos “poderes divinos” do “Bruxo”, afiança o jornal, notando que era esse o caso do advogado Pedro Bourbon, que acreditaria que a mulher engravidou graças à sua intervenção.
Pedro Bourbon, que chegou a pertencer à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, está ligado ao Partido Democrata Republicano (PDR) de Marinho e Pinto, tendo sido suspenso do cargo de secretário-geral na sequência deste caso judicial.
O CM afiança que, após a morte do empresário, e fruto da sua extrema “crença no Além”, o advogado terá pesquisado na Internet “se o cheiro da morte ficava preso a uma pessoa e se os fantasmas sabiam quem os tinha assassinado”.
“Bruxo” tinha dados confidenciais da Polícia
As investigações efectuadas no processo levaram as autoridades a detectar que o “Bruxo da Areosa” teria “na sua posse informação confidencial sobre investigações da Judiciária“, conforme noticia o CM.
Estes dados só poderiam ter sido obtidos através do acesso ao sistema informático daquela polícia, segundo salienta o jornal, notando que o MP sugeriu assim, a abertura de uma nova investigação autónoma para descobrir quem terá fornecido os dados ao suspeito.
Nas escutas telefónicas realizadas aos arguidos do caso, o “Bruxo” terá sido apanhado a descansar os outros suspeitos com a frase “Não há corpo, não há crime”. Ele acreditaria que, depois de se ter alegadamente dissolvido o corpo do empresário em ácido sulfúrico, teriam cometido o crime perfeito.
Entretanto, a Polícia está à espera de análises laboratoriais efectuadas a partir de amostras de um aterro sanitário em Vila Nova de Gaia, onde se acredita que os restos mortais do empresário terão sido despejados. A expectativa é que sejam detectados vestígios biológicos que comprovem a tese da acusação.
ZAP
Voltar |