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Adjunto de Costa declarou licenciatura falsa

28-10-2016 - Lusa/N.A.

O adjunto do primeiro-ministro para os Assuntos Regionais, Rui Roque, terá declarado ser licenciado sem ter completado de facto o curso. O governante já comentou a notícia salientando que não sabe se é realmente licenciado ou não.

Rui Roque é apresentado como “licenciado” no despacho de nomeação assinado pelo primeiro-ministro António Costa, surgindo no seu currículo a formação académica em Engenharia Electrotécnica e de Computadores na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

No entanto de acordo com o que o Observador apurou, Rui Roque nunca acabou o curso, faltando-lhe “várias cadeiras” para o concluir.

O jornal online cita “várias fontes, incluindo académicas”, para concluir que o adjunto de Costa declarou erradamente ser licenciado.

Contactado pelo Observador, Rui Roque assume dúvidas quanto ao processo e diz que pediu “mais esclarecimentos” à Universidade.

“Os dados constantes na minha nota curricular de nomeação baseiam-se nas informações prestadas pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra datadas de Outubro de 2009″, salienta o adjunto do primeiro-ministro, frisando que ainda aguarda os esclarecimentos que solicitou à instituição de ensino.

A Universidade de Coimbra não comenta o caso, salientando ao Observador que “não pode fornecer informações sobre os seus estudantes e antigos estudantes”.

Rui Roque tem um salário bruto de 3.512,42 euros, de acordo com dados do portal do governo consultados pelo Observador.

A publicação também atesta que o adjunto de Costa nunca exerceu a profissão de engenheiro, tendo trabalhado como gerente e consultor, e que na Universidade era conhecido como “farras”.

Este não é o primeiro caso de polémica com licenciaturas de governantes.

Em Junho deste ano, um Tribunal anulou a licenciatura de Miguel Relvas, ex-ministro do governo PSD-CDS, considerando válidas irregularidades na sua atribuição.

A licenciatura de José Sócrates em Engenharia Civil também foi considerada ilegal pelo Ministério Público.

No início do ano, durante a campanha eleitoral para as presidenciais, surgiram também dúvidas quanto à licenciatura de António Sampaio da Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa, que acabou por conseguir desmentir.

Entretanto, o adjunto do primeiro-ministro para os Assuntos Regionais, Rui Roque, apresentou na terça-feira a sua demissão após ter sido acusado de não ter terminado a licenciatura em Engenharia.

 

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