| Contas de Santos Silva congeladas por suspeitas de pertencerem a Sócrates
05-08-2016 - N.A.
O juiz Carlos Alexandre congelou mais três contas bancárias de Carlos Santos Silva por suspeitas de pertencerem a Sócrates. Em causa estão 800 mil euros.
De acordo com o Correio da Manhã, o procurador Rosário Teixeira pediu ao juiz Carlos Alexandre o congelamento de mais três contas bancárias pertencentes a Carlos Santos Silva e à sua filha menor de idade, por suspeitas de que os recursos de 800 mil euros pertenceriam a José Sócrates.
O jornal relata que estão em causa contas do empresário no Bankinter (antigo Barclays) e no Haitong (antigo banco de investimentos do Banco Espírito Santo), atualmente presidido por José Maria Ricciardi.
As instituições bancárias já informaram que as contas do amigo do antigo primeiro-ministro estão congeladas e que o titular não pode movimentar os lucros das aplicações feitas.
O CM descreve que no Haitong existem aplicações de mais de 200 mil euros em carteiras de ações que apresentam prejuízos potenciais significativos. Entre os investimentos encontram-se ações fortemente penalizadas em bolsa, como as do BCP e da brasileira Oi, que pediu a proteção judicial de credores, além de de ações da Gazprom, do Barclays e da Sonae.
O Diário de Notícias dava conta, na semana passada, de que o Ministério Público estaria a investigar as ligações indiretas entre José Sócrates e o amigo Carlos Santos Silva, com os olhares direcionados, mais especificamente, para a empresa XLM.
Negócios da PT
De acordo com o jornal i, os procuradores chegaram à conclusão de que uma parte dos 12 milhões de euros transferidos para as contas de Santos Silva foi um suborno pelos favorecimentos de Sócrates ao Grupo Espírito Santo (GES).
O Ministério Público refere mesmo que em causa estiveram sobretudo benefícios aos interesses do GES no negócio da Portugal Telecom com a Telefónica, quando vendeu a parte que detinha da Vivo à operadora espanhola.
O i relata que um dos pontos mais delicados da investigação é a conhecida golden share que foi usada pelo Governo para inviabilizar, num primeiro momento, o negócio da PT com a Telefónica.
Estes indícios têm estado na base de grande parte das novas diligências, onde se incluem as buscas a casa de Zeinal Bava e Henrique Granadeiro e as diligências realizadas há alguns dias ao Caixa BI e ao banco chinês Haitong, ex-BESI.
Fonte: ZAP
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