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Rombo de Monteiro atinge 1.200 Milhões de Euros na última semana

22-07-2016 - Alertajornal

Com a decisão do Tribunal Arbitral, que condenou o Estado a pagar 150 Milhões ao seu ex-consórcio, o rombo nas contas do Estado atinge um record de 1.200 Milhões de Euros, de acordo com os factos apurados na última semana. E ainda a procissão vai no adro…

O Público noticia hoje (21 de Julho de 2016) que o Tribunal Arbitral condenou o Estado português a pagar 150 Milhões de Euros ao consórcio Elos, por causa da anulação do TGV.

E se até aqui seria o “business as usual” do ex-governo PaF, o problema é que o concorrente que venceu o concurso público, o consórcio ELOS, tinha justamente como Administrador Financeiro… Sérgio Monteiro. Portanto, concorreu, venceu e contratualizou e depois, como governante, na qualidade de Secretário das Obras do Governo Passos/Portas, Monteiro anulou o concurso, obrigando agora o Estado a premiar o seu ex-consórcio com 150 Milhões de Euros.

A este valor acrescem mais 150 Milhões de Euros que o Estado, através da Parpública, ficou como encargo de uma SWAP muito mal explicada. Na verdade, o Estado, por ordem da então Ministra Maria Luís Albuquerque e tendo como Secretário das Obras, Sérgio Monteiro, resgatou o financiamento do consórcio privado ELOS, num total de 600 Milhões de Euros, tendo ficado também com a famosa SWAP.

Ainda esta semana, Monteiro fora apanhado noutra teia muita complexa. As tão propagandeadas renegociações das parcerias rodoviárias trouxeram um novo brinde para o privado. Com o argumento que a renegociação do contrato da A23 representaria uma poupança de 588 Milhões de Euros de encargos, foi feito mais um negócio ruinoso. E muito ruinoso!

Acontece que escondidas de rabo de fora estavam as receitas. Ou seja, enquanto anunciava uma quebra de 588 Milhões de Euros de encargos, o anterior governo escondia que entregava a receita ao Privado, que soma, nos próximos anos, 717 Milhões. Só nesta concessão o Estado português perdeu 129 Milhões em benefício do privado.

No total das concessões, estima-se que as célebres renegociações tenham rendido ao privado, por via deste preciso expediente, o de anular alguns dos encargos, entregando-lhes as receitas, 462 Milhões de Euros.

O Alerta Jornal já tinha dado conta da investigação que o Ministério Público estará a realizar ao crédito mal parado da Caixa Geral de Depósitos. No caso concreto, a Concessão Douro Litoral, financiada por Sérgio Monteiro e que representa hoje uma exposição de 270 Milhões e um incumprimento de 180 Milhões, portanto, um buraco de 450 Milhões de Euros.

Em resumo, nas últimas semanas, é finalmente pública a parte dos estragos da responsabilidade do “negociador” do Novo Banco: 150 Milhões para o seu ex-consórcio (indemnização TGV), mais 150 Milhões da SWAP (TGV), mais 460 Milhões (renegociações), mais 450 (Douro Litoral). Sérgio Monteiro, concedendo, financiando, contratualizando, gerindo e depois renegociando e anulando os contratos, já custou ao erário público 1.200 Milhões de Euros.

Faltam agora os relatórios do Tribunal de Contas sobre a TAP e a ANA, para além do problema pendente de Cabo Verde que proíbe Sérgio Monteiro de contactar o arguido José Veiga, num processo muito escondido na Comunicação Social e que envolve Miguel Relvas.

Não despiciendo o facto do próprio Miguel Relvas ter nomeado Sérgio Monteiro como sucessor de Passos, em entrevista ao Expresso de Junho de 2015.

Com a sua soberba olímpica, Relvas rematou: “Tem feito um trabalho espetacular”.

 

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