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Caixa tem 2,3 mil milhões em risco por empréstimos concedidos sem garantias

17-06-2016 - N.A.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem mais de 2,3 mil milhões de euros de empréstimos que correm o risco de não serem pagos. Uma auditoria coloca em causa a forma como foram concedidos vários créditos sem garantias suficientes.

Os resultados desta auditoria, que terminou em Agosto de 2015, são divulgados pelo Correio da Manhã   num artigo intitulado “Crédito a amigos afunda Caixa”.

O diário faz referência ao facto de   Armando Vara e Carlos Santos Ferreira , que foram nomeados para a administração da CGD, em 2005, pelo então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, terem alegadamente autorizado “os créditos mais complicados”.

Entre os nove maiores devedores da CGD estão os   grupos Espírito Santo, Lena e Efacec e o grupo do angolano António Mosquito com dívidas da ordem dos 912 milhões de euros, conforme avança o CM.

A auditoria citada pelo CM atesta que a Caixa concedeu empréstimos com “ deficiente análise de risco ” ou “com   garantias claramente insuficientes “, salientando que estão em causa “mais de 2,3 mil milhões de euros de empréstimos em risco de não serem pagos”.

A mesma análise apurou que, entre 2011 e 2015, os créditos da CGD dados como perdidos chegaram aos   6,1 mil milhões de euros , com uma margem financeira a situar-se no zero.

O maior devedor da CGD é o Grupo  Artlant , com empréstimos de 476,4 milhões de euros e 214,4 milhões em créditos perdidos (imparidades). Este grupo tinha planos para a construção, em Sines, do maior projecto industrial de Portugal, para produzir ácido tereftálico purificado, a matéria-prima das embalagens de poliéster, mas teve que abandonar a ideia depois da falência do seu principal accionista, os espanhóis do La Seda.

O Grupo   Efacec , vendido pelo Grupo Mello e pela Têxtil Manuel Gonçalves a Isabel dos Santos, obteve 303,2 milhões de euros de créditos da CGD e tem 15,2 milhões de créditos perdidos.

Segue-se o empreendimento do   Vale de Lobo   com 282,9 milhões de euros de exposição e 138,1 milhões em imparidades. O papel de Armando Vara como administrador da CGD, no âmbito do empreendimento turístico no Algarve, já lhe valeu a constituição como  arguido na Operação Marquês, processo onde José Sócrates é também suspeito.

A Auto Estradas Douro Litoral, com 271,3 milhões de exposição e 181,4 milhões de imparidades, está também entre os principais devedores da CGD, tal como o Grupo Espírito Santo   com 237,1 milhões de euros em créditos e 79 milhões de imparidades.

O Grupo   Lena   tem 225 milhões de créditos e 76,7 milhões de imparidades na CGD, enquanto o grupo de   António Mosquito   tem 178 milhões de euros de empréstimos e 49,2 milhões de euros de créditos perdidos.

A   Reyal Urbis  tem 166,6 milhões de euros de empréstimos e 133,3 milhões de imparidades, enquanto a   Finpro SCR  conta com 123,9 milhões de euros e 24,8 de imparidades na CGD.

 

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